Debate na UFRJ discute rumos da democracia no país

Pesquisadores analisam direitos humanos após o pleito eleitoral enquanto o debate na UFRJ abre vagas presenciais e remotas com certificado gratuito

Crédito: Campus da UFRJ na Praia Vermelha - (Foto: Gabriela d’Araújo (Acervo Coordcom/UFRJ)

O término da contagem de votos inaugura um período de vigilância cívica. O debate na UFRJ reúne especialistas de diversas áreas do conhecimento na próxima segunda-feira (9), das 16h às 18h, para discutir as tensões sociais que cercam o cenário político nacional. Organizada pelo Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos Suely Souza de Almeida (Nepp-DH), a atividade gratuita ocorre em formato híbrido no campus da Praia Vermelha, situado no bairro de Botafogo, na zona sul carioca.

A iniciativa coloca a universidade pública no centro das grandes discussões institucionais. O encontro intitulado “Depois das eleições: democracia, soberania, direitos humanos e resistência popular” investiga a urgência de defender garantias constitucionais e ampliar a participação popular para além dos ciclos eleitorais rotineiros.

O formato híbrido quebra as distâncias geográficas e democratiza o saber acadêmico. A organização confirmou a emissão de certificados oficiais de extensão universitária para estudantes da casa e participantes externos que acompanharem os diálogos pelo auditório físico ou pelas plataformas de vídeo.

Debate na UFRJ aborda proteção indígena e soberania

Debate na UFRJ discute rumos da democracia no país
UFRJ – (Foto: Divulgação)

A salvaguarda das populações vulneráveis ganha voz com quem atua na linha de frente da floresta. O debate na UFRJ conta com a presença do advogado e indigenista da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) Rodrigo Santa Maria Coquillard Ayres, atuante desde 2018 na defesa de comunidades em isolamento voluntário no sul da Amazônia e chefe da Frente de Proteção Etnoambiental Madeirinha-Juruena.

A reflexão sobre exploração de mão de obra e desenvolvimento regional completa a análise dos direitos fundamentais:

  • Participação da professora Marcela Soares, integrante do Nepp-DH e docente da pós-graduação em Serviço Social da Universidade Federal Fluminense (UFF);
  • Contribuições teóricas sobre precarização laboral a partir do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo (GPTEC);
  • Diagnóstico das pressões corporativas que recaem sobre territórios tradicionais e reservas ambientais;
  • Mapeamento de estratégias práticas de resistência comunitária nas periferias e no campo.

A mediação busca articular teoria crítica e vivência institucional. Sob a coordenação do professor Jadir Brito, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas em Direitos Humanos (PPDH/UFRJ), a mesa redonda provocará respostas sobre a viabilidade de pactos sociais em momentos de forte polarização ideológica.

“A soberania nacional depende do enfrentamento à violência estrutural contra os povos originários e da garantia de dignidade material aos trabalhadores que sustentam o país.”

A composição plural das bancadas rompe o isolamento teórico das salas de aula convencionais. Os palestrantes pretendem traçar diretrizes práticas para instrumentalizar movimentos sociais que demandam respostas concretas dos novos governantes.

Filosofia política e acesso livre à transmissão

O pensamento filosófico aprofunda os dilemas sobre representação partidária e legitimidade popular. O professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) Rodrigo de Souza Dantas, doutor em Filosofia pela UFRJ e ex-docente da Universidade de Brasília (UnB), fechará o painel examinando as raízes históricas dos conflitos de classe e o conceito de poder compartilhado.

A participação presencial ocupa o Auditório do Nepp-DH, localizado na Avenida Pasteur, número 250, em Botafogo. Quem optar pela modalidade virtual poderá acompanhar todas as falas simultaneamente pelo canal oficial do Nepp-DH no YouTube, enviando perguntas e comentários em tempo real para a bancada.

A produção do evento orienta os interessados a comparecerem com antecedência para validar a presença nas atas digitais. O processo garante o cômputo regular das horas complementares para os cursos superiores de graduação e pós-graduação.

O fortalecimento das instituições exige espaços permanentes de escuta e formulação crítica. Ao congregar ativismo de base, liderança indigenista e excelência acadêmica na mesma mesa, o debate na UFRJ cumpre a missão de orientar a sociedade civil na construção de um país mais consciente, plural e intransigente na defesa de seus direitos fundamentais.

  • Publicado: 07/11/2026 15:45
  • Alterado: 07/11/2026 15:49
  • Autor: Leonardo Nogueira
  • Fonte: Assessoria