Controle de Infecção concluirá projeto Mãos Limpas em março no Irmã Dulce
Desenvolvido pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Complexo de Saúde Irmã Dulce no final do ano passado, o projeto “Mãos Limpas são Mãos mais Seguras” deve ser concluído em março. Promovido pela Secretaria de Estado da Saúde por meio da Divisão de Infecção Hospital/Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), o projeto é realizado […]
- Publicado: 25/01/2012 21:59
- Alterado: 25/01/2012 21:59
- Autor: Nádia Almeida
- Fonte: FUABC
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Desenvolvido pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Complexo de Saúde Irmã Dulce no final do ano passado, o projeto “Mãos Limpas são Mãos mais Seguras” deve ser concluído em março. Promovido pela Secretaria de Estado da Saúde por meio da Divisão de Infecção Hospital/Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), o projeto é realizado pelo Irmã Dulce na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto, que serve como modelo para a futura implantação nas demais unidades do hospital e no Pronto-socorro Central.
A higienização das mãos é considerada a medida de maior impacto e comprovada eficácia na prevenção de infecções relacionadas à assistência em saúde, uma vez que impede a transmissão cruzada de microorganismos.
Coordenando o projeto, a enfermeira Luize Fábrega Juskevicius, do SCIH, sensibilizou os profissionais da UTI utilizando tinta verde para evidenciar se a higienização está sendo perfeita. “Foi uma capacitação prática para que eles vissem se e onde estão falhando”, observa.
O gerente de Enfermagem, Adilson Teixeira, avalia que o projeto é importante para consolidar conhecimentos já transmitidos em palestras regulares: “É uma ação simples e muito eficaz”. Luize concorda e acrescenta que a mobilização deve ser constante.
A adesão ao projeto consiste em desenvolver ações que favoreçam a implantação da Estratégia Multimodal de Melhoria da Higienização das Mãos proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS) dentro da Aliança Mundial para a Segurança do Paciente. Ao participar, o Irmã Dulce aceitou cumprir as metas propostas na adequação do espaço físico, treinamento e educação, avaliação e retorno, lembretes no local de trabalho e clima de segurança institucional na unidade modelo. Ao oferecer a infraestrutura adequada, foi preciso disponibilizar não apenas pias com água, sabão e papel em locais estratégicos, mas também o álcool-gel a 70% à beira-leito ou nos pontos de assistência.
DERRUBANDO MITO – “O projeto também quer desmistificar que o álcool-gel não funciona. Ele é mais rápido e muito eficaz, mas o profissional deve saber quando usar o álcool e quando lavar as mãos com água e sabão”, diz Luize.
Segundo ela, enquanto a lavagem das mãos exige 60 segundos no mínimo a higienização com o álcool-gel leva 20 segundos no máximo, uma diferença considerável para quem precisa repetir o procedimento toda vez que colocar e retirar as luvas, houver contato com o paciente ou áreas próximas a ele, antes e depois de procedimento e após a exposição a fluídos corpóreos. O uso do álcool-gel não elimina a lavagem das mãos, que deve ser feita quando estiverem oleosas ou visivelmente sujas. Vale lembrar que no Centro Cirúrgico a equipe segue uma higienização ainda mais rigorosa, com produtos diferenciados.
Em fevereiro, o SCIH reaplicará um questionário de percepção e conhecimento aos profissionais que dão assistência ao paciente. O consumo de álcool-gel é registrado e mensurado pelo SCIH, que checa a quantidade gasta por dia. As informações colhidas serão enviadas para o Estado antes da conclusão do projeto.
Seja com água e sabão, preparação alcoólica e antisséptico degermante, a limpeza das mãos deve ser minuciosa. Antes é preciso retirar acessórios, como anéis, pulseiras e relógio. Ao ensaboar as mãos e friccioná-las entre si, deve-se dar atenção às palmas, dorsos, punhos, áreas internas, entre os dedos e unhas (curtas), repetindo os movimentos. A secagem deve ser feita com papel toalha descartável, também usado para fechar a torneira. Com álcool a 70%, deve-se deixar secar espontaneamente.