Complexo de Saúde Irmã Dulce conclui projeto Mãos Limpas com sucesso

Uso de álcool-gel não elimina a lavagem das mãos

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Desenvolvido pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Complexo de Saúde Irmã Dulce desde outubro do ano passado, o projeto “Mãos Limpas são Mãos mais Seguras” foi concluído com sucesso em março. Promovido pela Secretaria de Estado da Saúde por meio da Divisão de Infecção Hospital/Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), o projeto foi adotado pelo Irmã Dulce e implantado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto como modelo para as demais unidades.

A higienização das mãos é considerada a medida de maior impacto e comprovada eficácia na prevenção de infecções relacionadas à assistência em saúde, uma vez que impede a transmissão cruzada de microorganismos.

Em cinco meses, aumentou o consumo de álcool-gel, mais eficaz e rápido meio de higienização das mãos, e a conscientização da equipe. “O projeto esclareceu dúvidas. Foi muito importante porque tínhamos uma ideia de que lavagem das mãos tinha que ser com água e sabão quando agora sabemos que o álcool-gel é melhor. Hoje a adesão é grande”, opinou a enfermeira Thais Rodrigues Alves.

A enfermeira coordenadora da UTI Adulto, Eliza Maria Prado Monteiro, também considerou a ação muito positiva. “É importante capacitar os profissionais sobre higienização das mãos, uma segurança tanto para eles quanto para os pacientes”, acrescentou.

A adesão ao projeto consiste em desenvolver ações que favoreçam a implantação da Estratégia Multimodal de Melhoria da Higienização das Mãos proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS) dentro da Aliança Mundial para a Segurança do Paciente. Ao participar, o Irmã Dulce aceitou cumprir as metas propostas na adequação do espaço físico, treinamento e educação, avaliação e retorno, lembretes no local de trabalho e clima de segurança institucional na unidade modelo. Ao oferecer a infraestrutura adequada, foi preciso disponibilizar não apenas pias com água, sabão e papel em locais estratégicos, mas também o álcool-gel a 70% à beira-leito ou nos pontos de assistência.

DERRUBANDO MITO – “O álcool-gel é mais rápido e muito eficaz, mas o profissional deve saber quando usar o álcool e quando lavar as mãos com água e sabão”, diz a enfermeira Luize Fábrega Juskevicius, do SCIH, coordenadora do projeto. Segundo ela, enquanto a lavagem das mãos exige 60 segundos no mínimo a higienização com o álcool-gel leva 20 segundos no máximo, uma diferença considerável para quem precisa repetir o procedimento toda vez que colocar e retirar as luvas, houver contato com o paciente ou áreas próximas a ele, antes e depois de procedimento e após a exposição a fluídos corpóreos.

O uso do álcool-gel não elimina a lavagem das mãos, que deve ser feita quando estiverem oleosas ou visivelmente sujas. A enfermeira sensibilizou os profissionais da UTI utilizando tinta verde para evidenciar pontos falhos, aplicou um questionário de percepção e conhecimento aos profissionais que dão assistência ao paciente e monitorou o consumo de álcool-gel. As informações colhidas serão enviadas para o Estado.

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  • Publicado: 29/03/2012 20:56
  • Alterado: 29/03/2012 20:56
  • Autor: Nádia Almeida
  • Fonte: FUABC