Cirurgia plástica: cirurgião plástico discute bem-estar
Para o Dr. Márcio Harada, a cirurgia plástica é uma ferramenta de reconexão com o corpo, desde que pautada em limites éticos e resultados reais
- Publicado: 16/05/2026 10:13
- Alterado: 16/05/2026 10:13
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
O Brasil consolidou-se como um dos líderes globais em cirurgia plástica, segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) foram 2,3 milhões de procedimentos realizados nos últimos anos.
Esse fenômeno reflete não apenas a vaidade, mas uma mudança na percepção do autocuidado. O cirurgião plástico Dr. Márcio Harada observa que os procedimentos hoje dialogam com a saúde mental e funcional, embora o cenário exija cautela para que o bisturi não seja visto como uma solução mágica para questões emocionais.
A conexão entre o físico e o emocional

Segundo o Dr. Harada, a cirurgia plástica moderna atua em uma zona de intersecção.
“A estética e a saúde emocional caminham juntas. Quando corrigimos algo que incomoda profundamente, o maior ganho não é apenas visual, mas a devolução da confiança, da autoestima e da liberdade com o próprio corpo”, explica o médico.
Entretanto, ele pontua que a transformação física deve ser o início, e não o fim, de um processo de saúde. O especialista observa que muitos pacientes usam o pós-operatório como um incentivo para mudanças mais amplas.
“A cirurgia plástica pode funcionar como um ponto de virada, um gatilho para mudanças no estilo de vida”, argumenta o profissional.
Benefícios funcionais e o resgate da identidade
Para além da aparência, o médico destaca que intervenções como a mamoplastia redutora e a abdominoplastia (em casos de diástase) possuem impacto clínico direto no alívio de dores lombares e na correção da postura. No caso de mulheres que passaram pela maternidade, o crescimento da procura pelo Mommy Makeover reflete o desejo de restaurar o que a biologia alterou de forma permanente.
“Esses casos têm forte impacto por restaurarem aspectos do corpo que muitas vezes não respondem apenas a dieta e exercícios, contribuindo para o resgate da autoestima e da identidade”, afirma Harada.
O desafio ético diante das redes sociais

Um ponto crítico abordado pelo cirurgião é a influência das plataformas digitais na percepção dos pacientes. O desafio do médico, hoje, é confrontar padrões irreais.
“O paciente precisa entender o que é possível dentro da sua realidade. O objetivo não é reproduzir padrões irreais, influenciados pelas redes sociais, mas alcançar a melhor versão de si mesmo”, diz o médico
Harada reforça que a transparência é o único caminho para uma cirurgia plástica ética. Ele defende que o médico deve ser o primeiro a apresentar a realidade nua e crua.
“É fundamental apresentar resultados reais, cicatrizes e detalhes do pós-operatório. Isso permite uma decisão mais consciente e responsável”.
A responsabilidade do paciente
Por fim, o especialista alerta que o sucesso de um procedimento é um contrato de duas vias. Não basta a técnica do cirurgião; é preciso comprometimento.
“O pós-operatório é determinante. Disciplina, acompanhamento médico e comprometimento do paciente fazem toda a diferença. É um trabalho conjunto”, finaliza.