Caiado chama carta de Bolsonaro de sinal de ‘extrema fragilidade’ de Flávio
Pré-candidato à Presidência afirma que o senador não conseguiu dar respostas convincentes às crises que o cercam e por isso recorreu ao apoio público do pai.
- Publicado: 12/07/2026 10:05
- Alterado: 12/07/2026 10:05
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou neste sábado (11) que a carta em que o ex-presidente Jair Bolsonaro nomeia o filho Flávio Bolsonaro (PL) como seu porta-voz representa um sinal de “extrema fragilidade” na campanha do senador. Para Caiado, o concorrente não conseguiu dar respostas convincentes às crises que o cercam e por isso precisou recorrer ao apoio público do pai.
Em declaração a jornalistas durante agenda no Festival do Japão, em São Paulo, Caiado disse reconhecer que um pai dificilmente nega um pedido do filho, mas ponderou que um candidato à Presidência precisa estar preparado para governar sem depender de cartas do pai a cada crise. Segundo ele, o cargo exige estrutura política, estabilidade emocional e capacidade de superar dificuldades futuras por conta própria.
Carta reforça apoio de Bolsonaro em meio à crise com Michelle
A manifestação de Caiado veio depois da divulgação de uma carta pública em que Jair Bolsonaro reforça o apoio à pré-candidatura do filho. O documento foi lido por Flávio durante uma transmissão ao vivo, na qual o senador agradeceu o gesto e afirmou que a designação como porta-voz ajudaria a evitar divergências entre apoiadores do bolsonarismo.
A publicação da carta ocorreu em meio a uma crise pública envolvendo Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que havia publicado um vídeo dizendo ter sido maltratada e humilhada pelo enteado.
Caiado questiona dependência política de Flávio
Na avaliação do pré-candidato, divulgar a carta em meio à crise transmite uma imagem de dependência incompatível com o cargo que Flávio pretende disputar. Caiado argumentou que um presidente precisa ter estatura para enfrentar dificuldades e dar explicações consistentes à sociedade, e que recorrer a uma carta a cada crise reforça o sinal de fragilidade que apontou na campanha do senador.
O pré-candidato também disse que o episódio levanta dúvidas sobre a capacidade de Flávio lidar com desafios maiores caso vença a eleição de outubro, defendendo que cabe aos próprios candidatos responder pelas próprias posições, sem se colocar como porta-voz de terceiros. Segundo Caiado, quem chegar à Presidência deve representar o conjunto da sociedade brasileira, não um grupo específico.
Caiado fez questão de ressaltar que suas críticas não são dirigidas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem reconhece a força política, mas sim ao que considera uma dificuldade do pré-candidato de responder por conta própria às controvérsias que o cercam.