Bolsa Família: MDS unifica pagamento para 171 municípios
Governo antecipa R$ 263 milhões do Bolsa Família para famílias atingidas por seca e chuvas
- Publicado: 18/03/2026 14:17
- Alterado: 18/03/2026 14:18
- Autor: Larissa Rodrigues
- Fonte: MDS
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) implementou, neste mês de março, a unificação do pagamento do Bolsa Família para 171 municípios brasileiros. A medida beneficia mais de 381 mil famílias que residem em cidades com estado de emergência ou calamidade pública devidamente reconhecidos pelo Governo Federal. Com essa decisão, o cronograma tradicional baseado no final do Número de Identificação Social (NIS) é suspenso, permitindo que todos os beneficiários dessas localidades movimentem o recurso já a partir desta quarta-feira, dia 18.
A antecipação, que totaliza um repasse de 263,26 milhões de reais, busca mitigar os impactos causados por eventos climáticos extremos em nove estados. No Nordeste, a principal dificuldade ainda é a estiagem severa. Na Bahia, 17 cidades recebem 58,5 milhões de reais para atender cerca de 86 mil famílias, enquanto no Rio Grande do Norte a seca atinge 126 municípios. Sergipe e Piauí também contam com o benefício unificado para apoiar domicílios afetados pela escassez hídrica, somando investimentos que ultrapassam a marca dos 30 milhões de reais apenas no território sergipano.
Em contraste com a seca nordestina, o Sudeste e o Sul do país sofrem com o excesso de chuvas e alagamentos. Em Minas Gerais, cidades como Juiz de Fora e Ubá somam mais de 28 mil lares contemplados, enquanto no Rio de Janeiro, a medida alcança quase 140 mil famílias em municípios como Nova Iguaçu e Barra Mansa, representando um investimento de 94,23 milhões de reais. No Sul, o município paranaense de Quedas do Iguaçu também teve o calendário unificado após ser castigado por temporais, garantindo o acesso imediato ao benefício para 2,7 mil famílias.
Além das questões climáticas, o MDS mantém uma operação especial para populações em situação de vulnerabilidade extrema, com foco nos grupos Yanomami. No Amazonas e em Roraima, cidades que compõem o território indígena ou que prestam suporte à região tiveram o pagamento liberado no primeiro dia para garantir a segurança alimentar dessas comunidades. Para assegurar que o auxílio chegue sem entraves, o governo suspendeu os processos de revisão e averiguação cadastral nessas localidades, evitando bloqueios burocráticos. A quebra do escalonamento é válida por dois meses, podendo ser renovada caso a situação de emergência persista.