Avanços da Arbitragem marcam evento no Rio
Debates sobre IA, esporte e setor privado marcam evento que celebra os 30 anos da Lei de Arbitragem com especialistas e autoridades jurídicas
- Publicado: 13/08/2026 14:56
- Alterado: 13/08/2026 14:56
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Assessoria
O Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem realizou, nos dias 6 e 7 de agosto, o IX Congresso Internacional CBMA de Arbitragem. O encontro, sediado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, reuniu mais de 600 inscritos, além de 45 palestrantes nacionais e internacionais, com o objetivo de discutir o cenário da arbitragem no Brasil e no mundo. O evento teve papel central na celebração dos 30 anos da Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/1996), marco regulatório do setor no país.
Diálogo institucional e autoridade jurídica
A abertura da conferência destacou o papel histórico da legislação vigente para o desenvolvimento dos métodos de resolução de conflitos. A presidente do CBMA, Mariana Freitas de Souza, enfatizou a relevância do marco temporal para o setor jurídico e empresarial.
“A edição desse ano é ainda mais especial, pois é o ano que a gente celebra os 30 anos da Lei de Arbitragem no Brasil. Tivemos a enorme honra de contar com Carlos Alberto Carmona, Pedro Batista Martins e Selma Lemes na coordenação desse evento”, destacou Mariana Freitas de Souza.
O encontro contou também com a participação do Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, e do presidente eleito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Luis Felipe Salomão, que integrou os debates sobre a interação entre o Poder Judiciário e o uso da arbitragem.
Aplicação estratégica nos setores econômicos e no esporte
A eficiência da arbitragem em contratos complexos foi um dos eixos principais do congresso. Representantes do setor privado e público abordaram a aplicação do modelo em áreas estratégicas, como o mercado naval e a indústria de óleo e gás.
“A arbitragem, de fato, como tem um rito mais simples, linear e uma linguagem muito mais familiar para o nosso corpo técnico, ela se apresenta como uma opção bastante vantajosa para esses nossos clientes internos”, explicou Luiz Cristiano Andrade, advogado-geral da Petrobras, ao citar a gestão de contratos de engenharia e afretamento.
Além dos contratos industriais, o painel voltado ao esporte debateu o crescimento do instrumento na resolução de litígios envolvendo clubes, atletas e entidades esportivas. A profissionalização do setor tem exigido respostas mais célere, consolidando a arbitragem esportiva como uma ferramenta indispensável para gerir a complexidade jurídica do mercado.
Tecnologia e o futuro do setor
O impacto da inteligência artificial nas rotinas arbitrais também pautou as discussões. Especialistas analisaram como a introdução de novas tecnologias no procedimento de arbitragem pode ampliar a eficiência na análise de documentos e na organização de dados, desde que mantidas a segurança jurídica, a transparência e a responsabilidade das partes envolvidas.