Alcoolismo afeta milhões e reforça alerta sobre dependência

Dados apontam impacto crescente no Brasil e especialistas destacam necessidade de tratamento multidisciplinar

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Um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que mais de 3,5 milhões de pessoas enfrentam dependência química no Brasil. Quando o recorte considera o alcoolismo, os números se tornam ainda mais expressivos. Segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cerca de 11,7 milhões de brasileiros convivem com o alcoolismo, evidenciando a dimensão do problema em um país onde o consumo de álcool é amplamente aceito socialmente.

Além da alta prevalência, os impactos do alcoolismo são profundos e se refletem diretamente na saúde pública. O consumo abusivo de álcool está associado a aproximadamente 104,8 mil mortes por ano no Brasil, o equivalente a cerca de 12 mortes por hora. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) também indicam que o consumo médio no país chega a 7,7 litros por pessoa ao ano, acima da média global de 5,5 litros, reforçando o cenário de alerta e a necessidade de estratégias mais eficazes de prevenção.

Alcoolismo ainda é cercado por estigmas e desinformação

Cerveja - Álcool - Alcoolismo
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A compreensão equivocada sobre o alcoolismo ainda é um dos principais entraves para o enfrentamento da doença. O psiquiatra Rafael Madureira explica que “ainda persistem muitos mitos e estigmas relacionados à dependência química” e ressalta que “a condição é reconhecida como uma doença crônica, que envolve alterações no funcionamento do cérebro”, especialmente em áreas ligadas à recompensa, à motivação e ao controle de impulsos, o que exige acompanhamento adequado e contínuo.

Dados do Sistema de Internações Hospitalares do SUS mostram que, em São Paulo, mais de 89% dos internados por transtornos relacionados ao alcoolismo são homens. Segundo o especialista, esse cenário está ligado a fatores culturais e comportamentais, já que “os homens tendem a beber mais, em maiores quantidades e com maior frequência” e, ao mesmo tempo, “buscam menos ajuda para questões emocionais, utilizando o álcool como forma de lidar com o estresse”, além de possíveis predisposições genéticas em casos de histórico familiar.

Tratamento do alcoolismo exige abordagem integrada

Hospital Saúde Premium - Alcoolismo
(Divulgação)

O enfrentamento do alcoolismo passa, necessariamente, por uma abordagem multidisciplinar. Madureira destaca que “é um equívoco acreditar que a pessoa consegue interromper o uso de substâncias sozinha” e explica que o uso contínuo compromete o autocontrole, tornando o processo de interrupção mais complexo e aumentando o risco de recaídas, o que reforça a importância de suporte médico e psicológico ao longo de toda a jornada de recuperação.

Hospital Saúde Premium - Alcoolismo
(Divulgação)

Nesse contexto, o acompanhamento especializado se torna essencial para garantir melhores resultados e qualidade de vida aos pacientes. O Hospital Saúde Premium oferece atendimento voltado à saúde mental e ao tratamento do alcoolismo, com equipe multidisciplinar, estrutura completa de internação e terapias complementares que incluem psicologia, psiquiatria, neuropsicologia, além de atividades como arteterapia, yoga e práticas esportivas, com foco na recuperação, autonomia e reintegração social.

  • Publicado: 19/03/2026 12:44
  • Alterado: 19/03/2026 12:44
  • Autor: 19/03/2026
  • Fonte: ABCdoABC