Em 2022, TSE descartou pedido para estender horário de votação
Tribunal barrou ampliação do prazo no último pleito presencial e agora analisa solicitações urgentes de campanhas rivais.
- Publicado: 25/10/2026 16:58
- Alterado: 25/10/2026 16:58
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: FolhaPress
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou as eleições presidenciais de 2022 no horário oficial, mesmo após operações rodoviárias dificultarem o trânsito de eleitores no Nordeste. A Corte rejeitou pedidos de extensão e manteve o fim da votação para as 17h.
Alexandre de Moraes, presidente do órgão na época, justificou a decisão durante entrevista coletiva concedida uma hora antes do fechamento das urnas. Ele argumentou que a população conseguiu votar a tempo e classificou a ampliação do prazo como desnecessária.
“Em alguns casos, as operações retardaram a chegada dos eleitores. Mas em nenhum caso os impediu de chegarem às suas seções eleitorais”, afirmou Moraes.
Histórico do TSE com operações de trânsito
A imprensa registrou na ocasião que a Polícia Rodoviária Federal descumpriu ordens judiciais explícitas para não intervir no transporte público de passageiros. Agentes realizaram mais de 500 ações de fiscalização a ônibus até as 12h35 do segundo turno, ocorrido em 30 de outubro daquele ano.
A equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apontou tentativa de boicote eleitoral. Advogados acionaram o TSE para exigir mais tempo de votação, mas a cúpula do judiciário negou o requerimento.
Novos pedidos de prorrogação
O cenário de incertezas logísticas motiva novas mobilizações políticas neste ano. A campanha do presidente Lula protocolou requerimento para que o horário avance das 17h para as 19h em dez estados brasileiros. O grupo alega redução irregular na frota de transporte público.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) também enviou representação semelhante ao TSE para municípios específicos do Sul e Sudeste. O parlamentar argumenta que chuvas intensas, deslizamentos e bloqueios de vias prejudicaram o deslocamento de eleitores em São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
As solicitações das campanhas exigem respostas rápidas da Justiça Eleitoral. O posicionamento firmado em 2022 serve como precedente legal, mas a palavra final sobre o fechamento das urnas dependerá da atual avaliação do TSE.