Wajngarten irrita cúpula da CPI; Aziz alerta que poderá chamá-lo como investigado

"O senhor não pode tentar passar a ideia que não estamos perguntando objetivamente. O senhor só está aqui por causa da entrevista à Veja, se não a gente nem lembraria que você existia"

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As respostas à CPI da Covid do ex-secretário de Comunicação da Presidência Fábio Wajngarten, convocado em razão de uma entrevista dada à revista Veja, irritaram a cúpula da comissão. Na visão dos integrantes da CPI, o ex-secretário não apresenta à comissão a mesma versão dos fatos narrados à revista.

Na entrevista, Wajngarten afirmou que houve “incompetência” e “ineficiência” do Ministério da Saúde ao lidar com a Pfizer. Questionado sobre ter atribuído esses problemas à pasta comandada pelo ex-ministro Eduardo Pazuello, o ex-secretário disse que não chamou o general de incompetente. Foi quando Aziz interveio no interrogatório de Renan e pressionau o ex-secretário a dar respostas mais objetivas

No meio do depoimento, o presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), advertiu Wajngarten e disse que ele “estaria embromando” os senadores e em seguida disparou: “Ele não seria chamando se fosse a entrevista que concedeu a revista. Ele está aqui tangenciando sobre as perguntas, e depois a gente toma uma medida mais radical. Aí vou dizer que somos isso ou aquilo. Por favor, não menospreze nossa inteligência. Ninguém é imbecil aqui. Não faça isso com a gente. Vossa excelência não está respondendo”

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM)a o retomar a sessão por volta do meio-dia desta quarta-feira, após um bate-boca avisou que, se Wajngarten não responder objetivamente as perguntas, ele será dispensado e convocado novamente, mas em condição de investigado – e não como testemunha.

  • Publicado: 12/05/2021 13:07
  • Alterado: 22/08/2023 22:15
  • Autor: 22/08/2023
  • Fonte: Estadão Conteúdo