Vigilância Sanitária amplia fiscalizações na Baixada Santista
Vigilância Sanitária intensifica fiscalizações na Baixada Santista após denúncias virais e amplia interdições em mercados, açougues e lanchonetes
- Publicado: 06/06/2026 08:58
- Alterado: 06/06/2026 08:58
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Procon
As ações da Vigilância Sanitária ganharam intensidade na Baixada Santista em 2026, impulsionadas por denúncias que viralizaram nas redes sociais e ampliaram a pressão por respostas rápidas das autoridades. Dados de janeiro a maio mostram aumento das inspeções, crescimento no número de interdições e maior rigor na fiscalização de mercados, açougues, padarias e lanchonetes da região.
Mesmo em cidades onde o volume de denúncias caiu, os órgãos de fiscalização passaram a adotar medidas mais rígidas diante de irregularidades que colocam em risco a saúde pública.
Vigilância Sanitária aumenta rigor e amplia interdições
Em São Vicente, apesar da queda de 46,6% nas denúncias — de 339 registros entre janeiro e maio de 2025 para 181 no mesmo período de 2026 — o número de interdições cresceu 300%, passando de duas para oito ocorrências.
No mesmo período, a cidade realizou 1.044 inspeções sanitárias e aplicou 74 penalidades administrativas, segundo dados municipais.
Já em Praia Grande, a fiscalização ganhou repercussão após a interdição de um atacadista, alvo de vídeos que mostravam ratos e pombos circulando pelas dependências do estabelecimento.
Entre janeiro e maio deste ano, o município realizou 653 inspeções, frente a 599 no mesmo período de 2025, alta de aproximadamente 9%.
Em Santos, uma investigação envolvendo a manipulação de carnes deterioradas para revenda reforçou o trabalho de fiscalização. Embora o número de denúncias tenha caído de 160 para 81 registros, redução próxima de 49%, a cidade lavrou 17 autos de infração até maio.
Consumidor mais atento impulsiona denúncias
O aumento da fiscalização da Vigilância Sanitária também reflete maior participação da população.
Em Bertioga, o número de denúncias cresceu 7%, passando de 198 para 212 ocorrências. Segundo o município, 100% das reclamações recebidas foram apuradas, resultando em:
- 623 inspeções;
- 22 autos de infração;
- 18 sanções administrativas;
- duas interdições.
Já em Peruíbe, as denúncias aumentaram 15,2%, passando de 66 para 76 registros. O setor de alimentos concentrou 31,6% das reclamações recebidas, indicando maior preocupação da população com qualidade e segurança alimentar.
Fiscalizações da Vigilância Sanitária vão além da higiene nos estabelecimentos
As inspeções da Vigilância Sanitária revelaram que os problemas encontrados não se restringem à presença de pragas ou à falta de limpeza.
Entre as principais irregularidades identificadas na região estão:
- falta de licenças obrigatórias de funcionamento;
- ausência de certificados de manipulação de alimentos;
- áreas inadequadas de produção;
- banheiros próximos aos espaços de preparo;
- problemas no armazenamento de alimentos;
- falhas em certificados de dedetização e limpeza.
Em São Vicente, a ausência de documentação obrigatória aparece entre os principais fatores que motivaram penalidades aplicadas neste ano.
Megaoperações ampliam fiscalização na Baixada
No Guarujá, a Vigilância Sanitária passou a verificar inclusive a procedência do gelo utilizado em bares e lanchonetes.
Em uma megaoperação realizada em março, foram feitas 37 vistorias em um único fim de semana, resultando em 93 atos administrativos, incluindo autos de infração e inutilização de produtos considerados impróprios para consumo.
Em Mongaguá, o número de autos de infração triplicou, passando de dois registros em 2025 para seis em 2026. O município também aplicou quatro multas e realizou uma interdição no período.
Segundo os órgãos municipais, alguns casos mais graves motivaram o acionamento do Ministério Público e do Procon.