Vigilância Sanitária amplia fiscalizações na Baixada Santista 

Vigilância Sanitária intensifica fiscalizações na Baixada Santista após denúncias virais e amplia interdições em mercados, açougues e lanchonetes

Crédito: Reprodução/@falabaixadasp

As ações da Vigilância Sanitária ganharam intensidade na Baixada Santista em 2026, impulsionadas por denúncias que viralizaram nas redes sociais e ampliaram a pressão por respostas rápidas das autoridades. Dados de janeiro a maio mostram aumento das inspeções, crescimento no número de interdições e maior rigor na fiscalização de mercados, açougues, padarias e lanchonetes da região.

Mesmo em cidades onde o volume de denúncias caiu, os órgãos de fiscalização passaram a adotar medidas mais rígidas diante de irregularidades que colocam em risco a saúde pública.

Vigilância Sanitária aumenta rigor e amplia interdições

Em São Vicente, apesar da queda de 46,6% nas denúncias — de 339 registros entre janeiro e maio de 2025 para 181 no mesmo período de 2026 — o número de interdições cresceu 300%, passando de duas para oito ocorrências.

No mesmo período, a cidade realizou 1.044 inspeções sanitárias e aplicou 74 penalidades administrativas, segundo dados municipais.

Já em Praia Grande, a fiscalização ganhou repercussão após a interdição de um atacadista, alvo de vídeos que mostravam ratos e pombos circulando pelas dependências do estabelecimento.

Entre janeiro e maio deste ano, o município realizou 653 inspeções, frente a 599 no mesmo período de 2025, alta de aproximadamente 9%.

Em Santos, uma investigação envolvendo a manipulação de carnes deterioradas para revenda reforçou o trabalho de fiscalização. Embora o número de denúncias tenha caído de 160 para 81 registros, redução próxima de 49%, a cidade lavrou 17 autos de infração até maio.

Consumidor mais atento impulsiona denúncias

O aumento da fiscalização da Vigilância Sanitária também reflete maior participação da população.

Em Bertioga, o número de denúncias cresceu 7%, passando de 198 para 212 ocorrências. Segundo o município, 100% das reclamações recebidas foram apuradas, resultando em:

  • 623 inspeções;
  • 22 autos de infração;
  • 18 sanções administrativas;
  • duas interdições.

Já em Peruíbe, as denúncias aumentaram 15,2%, passando de 66 para 76 registros. O setor de alimentos concentrou 31,6% das reclamações recebidas, indicando maior preocupação da população com qualidade e segurança alimentar.

Fiscalizações da Vigilância Sanitária vão além da higiene nos estabelecimentos

As inspeções da Vigilância Sanitária revelaram que os problemas encontrados não se restringem à presença de pragas ou à falta de limpeza.

Entre as principais irregularidades identificadas na região estão:

  • falta de licenças obrigatórias de funcionamento;
  • ausência de certificados de manipulação de alimentos;
  • áreas inadequadas de produção;
  • banheiros próximos aos espaços de preparo;
  • problemas no armazenamento de alimentos;
  • falhas em certificados de dedetização e limpeza.

Em São Vicente, a ausência de documentação obrigatória aparece entre os principais fatores que motivaram penalidades aplicadas neste ano.

Megaoperações ampliam fiscalização na Baixada

No Guarujá, a Vigilância Sanitária passou a verificar inclusive a procedência do gelo utilizado em bares e lanchonetes.

Em uma megaoperação realizada em março, foram feitas 37 vistorias em um único fim de semana, resultando em 93 atos administrativos, incluindo autos de infração e inutilização de produtos considerados impróprios para consumo.

Em Mongaguá, o número de autos de infração triplicou, passando de dois registros em 2025 para seis em 2026. O município também aplicou quatro multas e realizou uma interdição no período.

Segundo os órgãos municipais, alguns casos mais graves motivaram o acionamento do Ministério Público e do Procon.

  • Publicado: 06/06/2026 08:58
  • Alterado: 06/06/2026 08:58
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: Procon