Velório de Elis Lima Carneiro reúne homenagens em Boa Vista
Com velório nesta quinta-feira na Capela da Funerária Shalon, despedida de Elis Lima Carneiro terá cortejo e sepultamento nesta sexta-feira
- Publicado: 01/10/2026 15:37
- Alterado: 01/10/2026 15:38
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: ABC do ABC
O velório da pequena Elis Lima Carneiro, de cinco anos, ocorreu nesta quinta-feira (1º) na Capela da Funerária Shalon, em Boa Vista, após a confirmação do falecimento de uma das gêmeas de Roraima diagnosticadas com a síndrome de Hutchinson-Gilford na última quarta-feira (30).
A causa exata da morte não foi informada pelos familiares, que receberam milhares de mensagens de condolências e apoio de apoiadores e seguidores em todo o país.
A cerimônia de despedida reuniu familiares, amigos e moradores sensibilizados pela história da garota, que ao lado da irmã Eloá formava o único caso registrado no mundo de gêmeas com a raríssima condição genética conhecida como progéria.
O sepultamento está agendado para esta sexta-feira (2 de outubro), às 10h30, no Cemitério Parque Campo da Saudade, com saída do cortejo da capela marcada para as 9h30.
Nas redes sociais, a família convidou todos os apoiadores e seguidores que desejarem prestar solidariedade e se despedir de Elis a acompanhar o trajeto final.
Elis e a irmã gêmea Eloá ganharam notoriedade nacional e internacional por constituírem o único caso registrado no mundo de gêmeas com progéria, uma condição genética rara que acelera o envelhecimento celular.
Diagnóstico raro, desafio financeiro e suporte comunitário
A síndrome de Hutchinson-Gilford é um distúrbio genético extremamente raro caracterizado pelo surgimento precoce e acelerado de sintomas de envelhecimento ainda na primeira infância.
A condição traz desafios severos ao desenvolvimento físico, exigindo acompanhamento médico contínuo e tratamentos de alto custo para garantir qualidade de vida aos pacientes.
Para arcar com os custos medicamentosos e terapêuticos, a família encontrou nas plataformas digitais uma rede de solidariedade para angariar recursos e conscientizar a sociedade sobre a doença.
A iniciativa permitiu também conectar a família de Roraima a outros pacientes e especialistas internacionais focados no estudo de doenças raras. Elis foi muito forte, lutou muito, nos surpreendeu muitas vezes e viveu cercada de amor, declarou o irmão Guilherme Lago.
Repercussão nas redes sociais e legado de conscientização

O perfil gerenciado pela família nas redes sociais alcançou mais de 1,3 milhão de seguidores, transformando-se em um espaço de acolhimento e combate ao preconceito.
A história das irmãs de Boa Vista contribuiu para dar visibilidade pública à progéria e à realidade enfrentada por famílias de pessoas com síndromes raras no Brasil.
Mensagens de carinho e homenagens continuam sendo publicadas por internautas de diversas regiões, que acompanhavam os marcos do desenvolvimento e os desafios diários das gêmeas. A família ressaltou que a memória de Elis permanecerá como inspiração de força e afeto para todos que acompanharam sua trajetória de vida.
˜Agora ela descansa e para sempre vai estar nos nossos corações˜, completou o irmão durante a despedida.