UBS Nazareth realiza roda de conversa sobre autismo no Abril Azul
A UBS Nazareth promoveu ação do Abril Azul com foco no suporte a famílias atípicas e o fluxo de atendimento especializado para pacientes com TEA.
- Publicado: 28/04/2026 19:07
- Alterado: 28/04/2026 19:07
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: PMSBC
A conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ganhou destaque na UBS Nazareth, em São Bernardo do Campo, na última quinta-feira (23/04). A unidade promoveu uma roda de conversa especial para marcar o Abril Azul, reunindo profissionais de saúde, pacientes e familiares para debater os desafios das chamadas famílias atípicas e a importância da rede de apoio pública no diagnóstico e acompanhamento.
O papel das famílias atípicas na conscientização
A atividade contou com o relato de Josiane Pereira da Silva Augusto, 38 anos, mãe de Robert, 18 anos, que é autista e possui diagnóstico de TDAH. Atendida regularmente pela UBS Nazareth, Josiane utiliza sua experiência para promover visibilidade à causa nas redes sociais e reforçar a necessidade de empatia da sociedade.
“Poder conversar com as pessoas é uma oportunidade de apresentar não apenas as nossas dificuldades, mas também para que elas entendam como é conviver com uma pessoa autista”, afirmou Josiane.
Para a mãe atípica, o suporte vai além do consultório médico. “Essa ajuda pode ser uma conversa, pode ser não lançar um olhar de julgamento quando uma mãe está com seu filho e ele está em crise. São gestos simples, mas que têm grande impacto positivo nas nossas vidas”, completou.
Atendimento e fluxo de saúde na rede municipal
Diferente de reuniões em salas fechadas, a ação na UBS Nazareth ocorreu na sala de espera para maximizar o alcance das informações. Segundo o médico generalista da unidade, Vinicius Milani, a escolha estratégica do local visou informar o maior número possível de cidadãos que transitavam pelo posto.
O médico ressaltou que a UBS Nazareth funciona como a porta de entrada para a rede de saúde, sendo o primeiro passo para o acesso a centros especializados. O fluxo de atendimento para pacientes com TEA na rede municipal segue o seguinte trajeto:
- Atenção Primária: Primeiro acolhimento e identificação na unidade básica.
- Encaminhamento: Direcionamento para o CER-IV (Centro Especializado em Reabilitação).
- Acompanhamento Especializado: Acesso ao TEAcolhe, ambulatório focado no acompanhamento de pessoas com espectro autista.
Educação e normalização do TEA na comunidade
As Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) que acompanham a família de Josiane destacaram que o evento educou tanto a comunidade quanto o corpo clínico. A ACS Maria Eduarda Sampaio, que está no último ano de psicologia, pontuou que o debate constante dentro da UBS Nazareth ajuda a naturalizar a vivência de pessoas autistas.
“Quanto mais as pessoas falarem sobre o assunto, mais ele será natural no dia a dia. As pessoas vão entender que cada um tem o seu jeito, mas que todos têm seus direitos garantidos”, finalizou a agente da UBS Nazareth.