Tratamento de esgoto em SP avança e atende 3,8 milhões

Avanço nas obras de infraestrutura amplia conexões da rede de saneamento básico e reduz a poluição em rios da região metropolitana.

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O tratamento de esgoto em SP registrou avanço significativo e atendeu 3,8 milhões de pessoas nos últimos dois anos. O Governo de São Paulo conectou mais de 1,5 milhão de domicílios ao sistema após a desestatização da Sabesp. As equipes da companhia integram uma média de 2,4 mil imóveis à rede diariamente, o equivalente a uma nova ligação a cada 36 segundos.

O ritmo de expansão supera iniciativas governamentais anteriores. A empresa alcançou em dez meses o mesmo volume de ligações que o programa Novo Rio Pinheiros executou em mais de três anos. A bacia do Alto Tietê apresentou uma queda de 22% no volume de efluentes despejados sem o devido processamento.

Ampliação das estações e infraestrutura

As cinco plantas de processamento da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) passam por modernização estrutural. A ETE Parque Novo Mundo vai quadruplicar sua capacidade até o final de 2026. A unidade de Barueri aumentará a vazão de fluxo de 16 para 24 metros cúbicos por segundo.

Os aportes anuais para o tratamento de esgoto em SP saltaram de R$ 6,9 bilhões para R$ 15,2 bilhões. O planejamento oficial prevê investimentos de R$ 70 bilhões até 2029. O objetivo principal busca antecipar em quatro anos a universalização exigida pelo Marco Legal do Saneamento.

Novas frentes de trabalho e impacto ambiental

O poder público estadual monitora o andamento das melhorias através do programa Na Rota da Água. A iniciativa acompanha as entregas e vistorias técnicas em mais de 1.100 frentes de obras nos municípios contemplados pelo novo contrato da concessionária. Cidades como Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Franco da Rocha receberam novos equipamentos.

As intervenções somaram R$ 168 milhões e beneficiaram cerca de 127 mil pessoas. O reforço estrutural diminuiu a carga de poluição nos rios e córregos locais. A mancha de poluição do Rio Tietê recuou de 207 para 174 quilômetros, conforme estudo recente da organização SOS Mata Atlântica.

Expansão estratégica em Barueri

O Programa Integra Tietê garantiu a reforma e ampliação da estação de Barueri com custo total de R$ 5,7 bilhões. O consórcio responsável entregará o projeto concluído no final de 2029. A obra elevará a capacidade do complexo em 40,6% e atenderá diretamente 4 milhões de cidadãos paulistas.

A eficácia contínua do tratamento de esgoto em SP depende diretamente dessas grandes intervenções na RMSP. Desde 2024, a gestão entregou 16 estações de processamento e implementou cerca de 800 quilômetros de redes coletoras em diferentes regiões.

Benefícios sociais e alcance da rede

A modernização do sistema ampliou o acesso à tarifa social. O programa atende atualmente 2,05 milhões de economias, marcando um crescimento de 106% na comparação com o 1,05 milhão de famílias registradas antes da troca de controle da estatal.

As equipes técnicas focam a expansão das ligações residenciais em áreas com maior vulnerabilidade social. O modelo de negócios da concessionária abrange o fornecimento de água potável e a coleta sanitária para 28 milhões de habitantes distribuídos em 375 municípios.

O Plano Regional de Saneamento Básico exige injeção de R$ 260 bilhões até 2060. O aporte inicial garantirá a estruturação massiva da rede até o fim desta década, consolidando a estabilidade do tratamento de esgoto em SP.

  • Publicado: 10/05/2026 17:34
  • Alterado: 10/05/2026 17:34
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Agência SP