Quantos títulos o Flamengo tem: a lista completa e o que os números dizem sobre cada era

De Brasileirões a Libertadores: veja a lista atualizada com todos os títulos oficiais do Flamengo e entenda as eras vitoriosas do clube

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A pergunta parece simples. Só que a resposta muda conforme quem faz a conta: torcedor, federação, enciclopédia. O Flamengo nasceu em 15 de novembro de 1895 como clube de remo, e a seção de futebol veio só em 1911. De lá para cá, o Rubro-Negro acumulou taças estaduais, nacionais e internacionais em ritmos bem diferentes – houve décadas de fartura e décadas de quase nada.

Hoje, considerando o futebol profissional masculino, o clube soma 40 Campeonatos Cariocas, 17 títulos nacionais e 8 internacionais. Sessenta e cinco troféus, se você somar tudo. O último chegou em 8 de março de 2026, quando o time bateu o Fluminense nos pênaltis no Maracanã e fechou o tricampeonato estadual.

Boa parte do público que acompanha esses números chega até eles por curiosidade estatística, e outra parte por motivos mais práticos: quem analisa mercados de futebol costuma olhar histórico de finais, desempenho em mata-mata e sequências de decisões antes de arriscar qualquer palpite. BetFury, que trabalha com apostas online com Bitcoin, exibem justamente esse tipo de recorte em suas páginas de futebol brasileiro. Entender o passado do clube não garante acerto nenhum, claro. Mas ajuda a separar o que é padrão histórico do que é apenas boa fase momentânea.

A lista completa de títulos do Flamengo

Títulos internacionais

CompetiçãoTítulosAnos
Mundial Interclubes (Toyota/Intercontinental)11981
Copa Libertadores41981, 2019, 2022, 2025
Recopa Sul-Americana12020
Copa Mercosul11999
Copa Ouro11996

Oito taças fora do país. O detalhe que costuma passar batido: cinco delas vieram depois de 2019.

Títulos nacionais

  • Campeonato Brasileiro – 8 (1980, 1982, 1983, 1992, 2009, 2019, 2020 e 2025)
  • Copa do Brasil – 5 (1990, 2006, 2013, 2022 e 2024), o que faz do clube o maior campeão da competição
  • Supercopa do Brasil – 3 (2020, 2021 e 2025)
  • Copa dos Campeões – 1 (2001), torneio que a CBF extinguiu logo depois

Campeonato Carioca

Quarenta títulos, do primeiro em 1914 ao mais recente em 2026. Ninguém chega perto. Em 1979 o Flamengo venceu os dois estaduais oficiais disputados naquele ano, uma esquisitice de calendário que rende discussão até hoje entre quem gosta de contar taças.

O que 1981 significou de verdade

O ano de 1981 costuma ser tratado como o ápice, e os números sustentam isso. Libertadores e Mundial na mesma temporada, com a final de 13 de dezembro em Tóquio: 3 a 0 no Liverpool, dois gols de Nunes, um de Adílio, três assistências de Zico. Aquele elenco venceu quatro Brasileiros em oito anos (1980, 1982, 1983 e, mais tarde, 1992 já com outra geração).

Depois veio o vazio. Entre o Brasileiro de 1983 e a Copa do Brasil de 1990, o clube passou seis temporadas sem título de expressão nacional. Quem viveu aquele período lembra do desconforto de ver um time com a maior torcida do país virando coadjuvante. Seria exagero chamar de crise? Talvez. Mas a diferença entre gerar quatro taças em quatro anos e nenhuma em seis é grande demais para ignorar.

Os anos 1990 e 2000: copas sim, consistência não

O perfil das conquistas mudou. A Copa do Brasil de 1990, a Copa Ouro de 1996, a Mercosul de 1999, a Copa dos Campeões de 2001, o Brasileiro de 2009 com o famoso “vai ter volta”. São títulos de torneios curtos, decididos em poucos jogos, quase sempre com elencos remendados e folha apertada.

E aí está uma leitura interessante para quem gosta de estatística: nesse intervalo, o Flamengo era um time de mata-mata, não de pontos corridos. Ganhava quando bastava atropelar em duas partidas. Sumia quando o campeonato exigia regularidade por oito meses. O Brasileiro de 2009, decidido na última rodada contra o Grêmio, foi mais uma virada de mesa do que um domínio.

A virada de 2019 e a era mais vencedora

Jorge Jesus chegou em junho de 2019 e mudou a escala do clube. Brasileiro e Libertadores no mesmo ano, seguidos por Supercopa, Recopa e Carioca em 2020. Cinco taças em pouco mais de uma temporada.

O que veio depois consolidou o ciclo. Libertadores e Copa do Brasil em 2022, Copa do Brasil de novo em 2024, e então 2025 – o ano mais completo da história recente. Supercopa em fevereiro, Carioca, Brasileirão conquistado em 3 de dezembro e a quarta Libertadores em 29 de novembro, com 1 a 0 sobre o Palmeiras no Estádio Monumental de Lima. Com isso o clube virou o primeiro brasileiro tetracampeão da América.

Faltou o remate global. Em 17 de dezembro de 2025, na final da Copa Intercontinental da FIFA, em Al Rayyan, o time empatou por 1 a 1 com o Paris Saint-Germain (gol de Jorginho, de pênalti) e perdeu nos pênaltis, com quatro defesas seguidas do goleiro Safonov. O resumo oficial da FIFA registra o placar da disputa: 2 a 1 para os franceses.

2026 mostrou o outro lado da conta

Nem toda temporada de time grande termina com taça. Em fevereiro, o Flamengo perdeu a Recopa Sul-Americana para o Lanús – 1 a 0 na Argentina e 3 a 2 na prorrogação no Maracanã, debaixo de chuva forte, diante de mais de 60 mil pessoas. A Supercopa do Brasil de 2026 também ficou pelo caminho, com o título indo para o Corinthians.

O Carioca salvou o semestre. Quarenta.

Esse contraste diz mais sobre futebol do que qualquer média histórica. Um clube pode ganhar sete competições em treze meses e perder duas decisões continentais seguidas logo em seguida. Quem constrói modelos de previsão a partir de “momentum” costuma tropeçar aqui. A BetFury e outras casas mostram odds que se movem rápido justamente porque o mercado reage a resultados recentes, e não a séries longas – algo que quem acompanha BetFury ou qualquer painel de dados esportivos percebe em poucas semanas de observação.

O que os números escondem

Três pontos de divergência aparecem em quase toda lista publicada por aí.

O primeiro é a Copa União de 1987. O Flamengo reivindica o título; a CBF e a FIFA reconhecem o Sport como campeão daquela edição. Por isso algumas contagens indicam 9 Brasileiros, e não 8.

O segundo é o critério de “título oficial”. Somando as outras modalidades – o basquete, por exemplo, com oito campeonatos do NBB e dois títulos mundiais da FIBA, em 2014 e 2022 – o número salta para muito além de 100 conquistas. Quem diz que o Flamengo tem “mais de 80 títulos” costuma estar misturando futebol profissional, base e outras modalidades.

O terceiro é o peso relativo. Vinte Cariocas não valem uma Libertadores em termos de prestígio continental, e todo mundo sabe disso, mesmo que a planilha some tudo na mesma coluna.

Do século 21 para cá, foram 30 taças, com média superior a uma por ano. É a marca mais alta entre os clubes brasileiros no período. Os próximos capítulos dependem de dezembro, quando Copa do Brasil e Brasileirão são decididos.

  • Publicado: 27/10/2026 07:39
  • Alterado: 27/10/2026 07:39
  • Autor: Redação
  • Fonte: Assessoria