SuperAção SP reúne representantes de 48 municípios para alinhar ações
Encontro reuniu representantes de 48 municípios para compartilhar experiências e aprimorar o acompanhamento das famílias após um ano do programa.
- Publicado: 09/10/2026 10:30
- Alterado: 09/10/2026 10:30
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
A Secretaria de Desenvolvimento Social de São Paulo reuniu, na quinta-feira (8), representantes técnicos de 48 municípios participantes do SuperAção SP para discutir estratégias de acompanhamento das famílias e fortalecer a articulação entre o governo estadual e as prefeituras.
O encontro foi realizado em São Paulo e marcou um ano da primeira etapa de implementação do programa. A programação incluiu a apresentação de dados, orientações sobre as responsabilidades das equipes municipais e atividades para compartilhar experiências e discutir desafios identificados durante a execução local.
O SuperAção SP combina proteção social, desenvolvimento e inclusão produtiva em uma estratégia de acompanhamento que considera as necessidades e os objetivos de cada família.
SuperAção SP discute integração entre Estado e municípios

Durante o encontro, foram abordadas as atribuições dos representantes técnicos, das equipes dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos agentes de desenvolvimento. A programação também tratou da Trilha de Proteção Social, uma das frentes que apresentam desafios operacionais nesta etapa.
A secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, destacou a importância da participação dos municípios na execução do programa e na identificação de ajustes necessários para o atendimento às famílias.
“Um programa dessa dimensão não se constrói apenas dentro do Estado. O município é fundamental para que o SuperAção aconteça de verdade e para que as famílias consigam avançar em suas trilhas”, afirmou.
Segundo a secretária, a proximidade com os representantes técnicos permite ouvir as dificuldades encontradas nos territórios e construir soluções em conjunto para que os serviços e as ações previstas cheguem às famílias.
As atividades também abriram espaço para que os participantes compartilhassem experiências e apresentassem situações identificadas no acompanhamento local.
Parceiros destacam desafios da implementação
A Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) atuam como parceiras da Secretaria de Desenvolvimento Social na implementação do SuperAção SP, com apoio técnico em diferentes frentes.
Para Paulo Silvino Ribeiro, coordenador do projeto na FESPSP, a experiência dos municípios ajuda a identificar o que funciona e quais pontos precisam ser ajustados para tornar o acompanhamento das famílias mais efetivo.
Alexis Vargas, gerente executivo do projeto pela FGV, também ressaltou a necessidade de manter uma articulação próxima entre o Estado, as prefeituras e as diferentes secretarias municipais.
Segundo Vargas, o programa está completando um ano de projeto-piloto, período em que o diálogo permanente com as equipes locais é importante para apoiar a execução e aprimorar as estratégias de atendimento.
A atuação dos representantes técnicos foi apontada como fundamental para promover a integração entre diferentes áreas da administração municipal e conectar as equipes responsáveis pelas trilhas do programa.
Programa completa um ano de implementação
O primeiro ano do SuperAção SP foi marcado pela expansão gradual de suas frentes de atuação e pelo aprendizado obtido a partir do trabalho nos municípios.
As famílias acompanhadas são direcionadas a diferentes trilhas, conforme suas necessidades e seus objetivos, dentro de três eixos:
- Proteção: ações relacionadas à proteção social;
- Desenvolvimento: iniciativas voltadas ao desenvolvimento das famílias;
- Inclusão: ações de inclusão produtiva.
A proposta é integrar políticas públicas para apoiar as famílias em suas trajetórias e contribuir para a ampliação da autonomia.
Durante as atividades da tarde, os representantes municipais discutiram casos e compartilharam experiências para identificar práticas que possam ser aproveitadas por outras cidades, além de desafios que ainda precisam ser enfrentados.
Ao avaliar o primeiro ano do programa, Andrezza Rosalém afirmou que a continuidade do trabalho depende da articulação entre o governo estadual, os municípios, as equipes técnicas e os parceiros envolvidos.
A secretária também destacou que as estratégias podem ser ajustadas conforme as dificuldades identificadas durante a implementação, com o objetivo de garantir que as famílias recebam a proteção, os serviços e as oportunidades previstos pelo SuperAção SP.