STF autoriza inquérito para investigar Aécio por corrupção em Furnas
O ministro Gilmar Mendes, do STF, autorizou a abertura de inquérito contra o presidente do PSDB, Aécio Neves, para apurar o envolvimento do senador em esquema de corrupção em Furnas
- Publicado: 12/05/2016 10:23
- Alterado: 16/08/2023 20:23
- Autor: Redação ABCdoABC
- Fonte: Estadão Conteúdo
O pedido de investigação foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base na delação do agora ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) no âmbito da Operação Lava Jato, e enviado ao ministro Teori Zavascki.
O ministro, no entanto, entendeu que o caso não tem ligação com o esquema de corrupção da Petrobras e o pedido foi redistribuído para Gilmar nesta quarta. O novo relator acolheu a representação de Janot e determinou o cumprimento de diligências pela Polícia Federal, que deve ouvir Aécio num prazo de 90 dias.
O tucano é suspeito de receber propina do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, em um esquema de desvio de recursos na estatal semelhante ao investigado pela Lava Jato. O caso já havia sido relatado nas delações do lobista Fernando Moura e do doleiro Alberto Youssef.
Youssef afirmou que o presidente do PSDB teria recebido R$ 4 milhões em propina da diretoria de Toledo. Na ocasião, a citação foi arquivada. Agora, Gilmar Mendes determinou que o documento seja desarquivado e incluído nos autos do processo.
Além deste procedimento, Aécio é alvo de um segundo pedido de investigação feito por Janot a Teori no âmbito da Lava Jato, para apurar se o tucano agiu para alterar dados bancários do Banco Rural que poderiam atingi-lo e a seus aliados no escândalo do mensalão.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) “agradeceu” ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela autorização de abertura de inquérito contra ele (autorização dada por por Gilmar Mendes), por envolvimento no esquema de corrupção em Furnas. “É natural e eu agradeço isso porque me dará a oportunidade de provar o absurdo dessas denúncias, como aconteceram no passado com as mesmas denúncias que já foram arquivadas pelo menos duas vezes”