SP registra queda de 60% em casos de feminicídio

O estado de São Paulo registrou queda de 60,9% nos casos de feminicídio em julho. Novas ações policiais reforçam a proteção às mulheres

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O estado de São Paulo apresentou uma redução de 60,9% nas ocorrências de feminicídio em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A queda nos índices de criminalidade contra a mulher reflete o reforço das políticas de segurança pública e a ampliação de unidades especializadas para atendimento e prevenção à violência doméstica.

Estatísticas de Violência Contra a Mulher

A capital paulista acompanhou a tendência estadual, diminuindo os registros mensais de sete para três. Apesar do recuo expressivo em julho, o combate ao feminicídio segue como prioridade, já que os números do acumulado anual demonstram estabilidade no estado.

As estatísticas de feminicídio fornecidas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) revelam o seguinte cenário:

Indicador20252026Variação
Julho (Estado)239-60,9%
Julho (Capital)73-57,1%
Jan-Jul (Estado)151150-0,7%
Jan-Jul (Capital)3827-28,9%

A delegada e coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), Cristiane Braga, destaca que a queda nos indicadores de feminicídio representa vidas preservadas, mas exige vigilância contínua.

“A redução dos feminicídios é um resultado importante, mas não significa que podemos baixar a guarda. Cada ocorrência de violência contra a mulher precisa ser tratada com atenção e rapidez, porque muitas vezes existem sinais anteriores de uma violência que pode se agravar. O trabalho das Delegacias de Defesa da Mulher é fundamental para investigar, acolher e fortalecer a vítima”, afirma Braga.

Atuação policial e Prevenção

Para evitar que agressões domésticas culminem em feminicídio, a Polícia Militar tem intensificado flagrantes através de denúncias. Em 21 de julho, a corporação prendeu um homem de 42 anos na Zona Norte da capital por manter a companheira em cárcere privado. A vítima e seu filho de 4 anos foram resgatados após acionamento do Disque-Denúncia, sendo encaminhados à 4ª DDM.

A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Cavalli, ressalta a importância do acompanhamento contínuo para evitar o feminicídio.

“A criação da Patrulha SP Mulher Segura fortaleceu uma atuação que é essencial: estar perto da vítima também depois do primeiro acionamento. Esse trabalho permite que a Polícia Militar atue de forma preventiva e mais direcionada”, pontua a coronel.

Estruturas da Rede de Proteção

O Governo de São Paulo mantém diferentes frentes de atuação para garantir o acolhimento de vítimas em risco de feminicídio:

  • Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs): 144 unidades territoriais no estado, sendo 20 com funcionamento 24 horas, além de Salas DDMs 24h em delegacias convencionais.
  • Cabine Lilás: Serviço integrado ao 190, onde policiais femininas orientam vítimas sobre medidas protetivas e redes de acolhimento.
  • Aplicativo SP Mulher Segura: Permite o registro online de boletins de ocorrência e acionamento instantâneo do botão do pânico.
  • Patrulha SP Mulher Segura: Policiamento preventivo e ostensivo que acompanha desdobramentos de ocorrências de violência doméstica.
  • Publicado: 31/08/2026 22:29
  • Alterado: 31/08/2026 22:30
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: Agência SP