Show de Vanguart no Santos Dumont
Sesc São Caetano e Secretaria de Cultura de São Caetano do Sul apresentam Vanguart lançando seu terceiro CD. Veja o vídeo
- Publicado: 23/09/2014 16:13
- Alterado: 22/08/2023 21:16
- Autor: Redação
- Fonte: Sesc São Caetano
“Muito Mais Que o Amor”, é o terceiro e aguardado disco do Vanguart. Uma a uma, as canções atravessam paredes, escancaram portas e jogam luz sobre o grande encontro. Duas pessoas que, contra toda a lógica do mundo, enxergam juntas a chance de construir o eterno, o impossível.
Antes de seguir a história, o ouvinte deve se armar dos capítulos anteriores dos diários de viagem do Vanguart. O primeiro registro, de 2007, mostra a comitiva deixando Cuiabá de peito aberto pro mundo; é uma cartilha folk sobre o desejo de viver. O rumo era a cidade de São Paulo, mas o destino era um tesouro escondido no concreto.
O segundo, de 2011, tem outro rosto e uma voz mais madura: nele se ouve a sofisticação triste daqueles que olharam o amor de perto e nunca mais puderam voltar atrás. É um disco sobre o fim da inocência. O título é como a abertura da carta de um menino ao homem que ele se tornou: “Boa Parte de Mim Vai Embora”.
Damos um cavalo de pau de volta ao ano selvagem de 2013, tempo de revolução de pensamento, tempo de “Muito Mais Que o Amor”, o registro de estúdio número 3 do Vanguart.
O terceiro não é a síntese do primeiro e do segundo. O terceiro é algo de além, é o que surge das possibilidades abertas, dos caminhos não seguidos, das grandes esperanças.
A primeira canção se chama “Estive”. O caminhante coça os olhos, arranca os curativos de hospital e parte em marcha nervosa: talvez ainda esteja um pouco cego ou bêbado, mas corta as ruas e os prédios da cidade enquanto se lembra do que passou. Depois da queda, algo de grandioso aconteceu.
O encontro. Ela, a tão esperada, a improvável, a desejada. Ela, o nome da casa, ela, o bang da luz. Ela chegou.
Ela é “Meu Sol”, aquele que o Vanguart tem seguido desde as terras quentes do Centro-Oeste. Como aquilo que nasce e se esconde todos os dias, assim é o amor da moça, ela que fecha e abre as portas, dona de todas as chaves.
E se o caminhante diz “Eu Sei Onde Você Está”, é porque ela se faz presente e brilha até na hora mais escura. Uma luz traduzida em melodias doces, ascendentes, com gosto de café da manhã.
Mas a felicidade é também delicada e difícil de carregar. Sobre os ombros há sempre luta, é sempre dia de construir.
“A Escalada das Montanhas de Mim Mesmo” é um dia de frio no Rio de Janeiro, onde o disco foi gravado. Um momento de dúvida, uma vontade de voltar à infância do sonho, de reencontrar o fantasma da perda: “fui o adeus, e foste o nunca mais…”, canta o caminhante, assombrado.
Mas a hora desse disco não é de gelo e de cama vazia, é de coragem e calor de corpos. Diante do espelho, ele repete “Pelo Amor do Amor”, antes de gritar pra ela: “vem me reconhecer, esse é nosso tempo”.
A moça talvez não acredite de cara, ela também tem suas lutas, mas ela há de abrir os braços depois de ouvir a dupla de recados-canção mais linda dos últimos tempos.
Um é sofrido, daqueles gritos com piano que só os românticos que choraram com Roberto, Lennon ou Morrissey serão capazes de entender. Chama-se assim: “Pra Onde Eu Devo Ir?” e fala sobre como continuar, de como não perder o chão depois do inevitável tropeço.
A voz do Vanguart, Hélio Flanders, renova a tradição dos grandes cantores para essa geração que quer, que precisa gritar, e faz moer o coração em água.
Se a banda e seu vocalista têm sido chamados de promessa, é nesse álbum que eles se revelam como presença musical forte e conquistadora: pop estradeiro, cortante, apaixonado e confessional no sentido mais elevado da palavra.
O disco termina com “Olha Pra Mim”, uma promessa de que o amor acompanhará a jornada, se houver coragem. “Ama o que te treme as mãos”, diz ele, olhando pra ela. É um voto de compromisso, desejo de que o encontro se renove dia após dia, queda após queda de sol a sol, uma nova canção.
O show faz parte do projeto do Sesc São Caetano, Quintas Brasileiras, que busca preservar a música nacional e a memória de artistas brasileiros, além de abrir espaço para novos talentos, promovendo apresentações às quintas-feiras.
FICHA TÉCNICA
Hélio Flanders (voz/violão/trompete/gaita), Reginaldo Lincoln (voz, baixo, bandolim), Fernanda Kostchak (violino), Luiz Lazzarotto (teclado e piano), David Dafré (guitarra) e Douglas Godoy (bateria)
SERVIÇO:
Dia 25 de setembro de 2014, quinta, às 20h
Duração: 90 min
Classificação indicativa: Não recomendando para menores de 12 anos.
Ingressos: à venda pela rede IngressoSesc
Valores: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino com comprovante); R$ 6,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Local: Teatro Santos Dumont – Av. Goiás, 1.111 – SCS
Realização: Sesc São Caetano
Telefone para informações: (11) 4223-8800
Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal sescsp.org.br
Horário de funcionamento da Bilheteria do Sesc São Caetano – De segunda a sexta, 8h15 às 21h30, sábados, 9h15 às 17h30 (ingressos à venda em todas as Unidades do Sesc pela rede IngressoSesc). Aceitam-se cheques, cartões de crédito (Visa, Mastercard, Amex, Diners Club International) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro e Redeshop).
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