Setembro Amarelo: a empatia que não deveria ter prazo de validade

Uma reflexão sobre acolhimento e cuidado que ultrapassam o calendário e devem guiar cada gesto humano

Crédito: Ilustração gerada por IA via ChatGPT (OpenAI)

O setembro amarelo está quase chegando ao fim e, com ele, parece ir embora também a empatia. Durante este mês, somos bombardeados por mensagens de autoajuda, de respeito e de cuidado com o próximo.

Mas a pergunta que fica é: essa empatia toda dura os outros 11 meses do ano? 

Essa é a grande questão. A urgência do Setembro Amarelo, por vezes, contrasta com a realidade do dia a dia. O discurso de apoio se perde. A pessoa que luta contra a depressão volta a ser vista como preguiçosa, a ansiedade é normalizada. O burnout, exaustão que devora almas e carreiras, é confundido com falta de comprometimento, com a recusa em “vestir a camisa da empresa”.

Seria tão diferente se a saúde mental fosse tratada com a seriedade que merece durante o ano inteiro. Se o acesso ao apoio psicológico fosse uma realidade para todos, e não um privilégio. Se a mão estendida no setembro amarelo se mantivesse firme em outubro, novembro e nos outros meses que se seguem.

A empatia não pode ter prazo de validade. 

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  • Publicado: 22/09/2025 17:55
  • Alterado: 22/09/2025 20:55
  • Autor: 22/09/2025
  • Fonte: ABCdoABC

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