Sensibilização sobre doença falciforme reúne profissionais da Educação e Saúde de São Caetano
A Secretaria de Saúde (Sesaud) da Prefeitura de São Caetano do Sul, em parceria com o Conselho Municipal da Comunidade Negra (Conescs), promoveu nesta sexta-feira (25/11) dois eventos em virtude do Dia de Sensibilização da Doença Falciforme, um no Centro de Capacitação dos Profissionais da Educação (Cecape) Dra. Zilda Arns, no Bairro Barcelona, e outro […]
- Publicado: 28/11/2011 12:07
- Alterado: 28/11/2011 12:07
- Autor: Alexandre Costa
- Fonte: PMSCS
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A Secretaria de Saúde (Sesaud) da Prefeitura de São Caetano do Sul, em parceria com o Conselho Municipal da Comunidade Negra (Conescs), promoveu nesta sexta-feira (25/11) dois eventos em virtude do Dia de Sensibilização da Doença Falciforme, um no Centro de Capacitação dos Profissionais da Educação (Cecape) Dra. Zilda Arns, no Bairro Barcelona, e outro na Segunda Escola Municipal de Ensino Fundamental (Semef), no Bairro Cerâmica. O intuito foi orientar educadores e pessoas que fazem parte da rede de Saúde do município para a correta atuação junto às pessoas com esta grave e ainda pouco divulgada doença.
Na primeira reunião, educadoras das escolas municipais foram apresentadas ao tema. A assessora Especial de Coordenação da Ação Social da Prefeitura, Regina Maura Zetone, explicou às diretoras e professores que o encontro era importante para “sensibilizar as pessoas para a anemia falciforme e explicar seus sintomas e os prejuízos que levam aos doentes”. A secretária municipal da Educação, Magali Aparecida Selva Pinto, ressaltou a necessidade dos educadores conheceram a doença para poderem atuar junto aos estudantes com o problema.
A doença falciforme é uma das doenças genéticas mais comuns no mundo, causada pela mutação no gene que produz a hemoglobina. Essa mutação teve origem no continente africano e pode ser encontrada nas populações de várias partes do mundo – no Brasil, devido à grande miscigenação, a doença falciforme faz parte de um grupo de doenças e agravos relevantes que afetam principalmente a população negra. “Entretanto, como somos um caldeirão genético, a doença atinge não apenas os afrodescendentes. Um em cada 35 paulistas possui o gene da anemia falciforme”, ressaltou Carmela Maggiuzzo Grindler, coordenadora estadual do programa nacional de triagem neonatal de São Paulo.
Carmela Maggiuzzo Grindler elogiou a atuação do Centro de Triagem Neonatal de São Caetano, inaugurado neste ano pela Prefeitura, que realiza o diagnóstico precoce de doenças como a anemia falciforme. “É fundamental sensibilizar os profissionais da saúde e educadores para esta doença. Educação e Saúde são a chave para melhorar a vida das pessoas”.
Já o segundo encontro do dia, realizado à tarde no auditório da Semef, foi voltado para os agentes comunitários do Programa Saúde da Família (PSF) e de integrantes do Centro de Triagem Neonatal, além de diversos profissionais da rede municipal de Saúde. “Os agentes de Saúde são, ao lado do pessoal da Educação, os que mais lidam com as pessoas no município”, afirmou Regina Maura Zetone. “Por isso a importância que todos conheçam mais a respeito da doença falciforme, e assim se tornem multiplicadores de informação dentro da cidade.”
Sensibilização – O Dia de Sensibilização da Doença Falciforme contou com a presença de dois palestrantes que sofrem com a doença. Sheila Ventura Pereira, presidente da Associação Pró-Falcêmicos (Aprofe), falou sobre o preconceito que enfrentou desde a infância e a necessidade de uma maior divulgação sobre o mal. “É muito importante conversar com educadores, pois vocês podem ajudar não só a criança com a doença, mas toda a família.”
Outro paciente a conversar com o público foi Leovegildo Elias de Sousa, o Léo, que é morador de São Caetano. Aos 29 anos, ele ressaltou que passou por incontáveis internações durante a vida e só recentemente conseguiu se recuperar. “Há dois meses eu não conseguia nem levantar da cama. Não achava que teria a oportunidade de falar sobre esta doença, por isso peço que vocês olhem com carinho para quem sofre com a doença falciforme.”
A presidente do Conselho Municipal da Comunidade Negra de São Caetano, Mara Cristiane Pereira Wetter, e o coordenador do Centro de Triagem Neonatal da cidade, Cristiano Gomes, também conversaram com o público. “A doença falciforme não tem cura, mas tem controle”, lembrou o médico.