Secretaria de saúde reforça alerta e vigilância contra hantavirose

Estado orienta municípios para identificação rápida de casos suspeitos de hantavirose; doença teve um registro confirmado em 2026

Crédito: (Imagem/Magnific)

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforçou as orientações de vigilância epidemiológica para hantavirose em todo o território paulista. Até 8 de maio de 2026, o Estado confirmou um caso da doença, com provável local de infecção em Guariba, na região de Ribeirão Preto.

Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), o registro é considerado isolado e não configura surto. Nos últimos anos, o número de casos confirmados permaneceu baixo: foram quatro em 2022, dois em 2023, dois em 2024, nenhum em 2025 e um em 2026 até o momento.

A Secretaria informou ainda que o caso confirmado neste ano não possui relação com o genótipo Andes, variante associada ao recente aumento de casos na Argentina e ao episódio envolvendo passageiros de um cruzeiro internacional.

Doença rara exige diagnóstico rápido

Apesar da baixa incidência, a hantavirose é considerada uma doença grave, com evolução rápida e potencial comprometimento respiratório e cardíaco. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas por urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.

No Brasil, a manifestação mais comum é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que pode levar a insuficiência respiratória severa.

De acordo com a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini, a rede estadual mantém atenção permanente para identificação precoce dos casos suspeitos.

São Paulo registra baixa incidência desde 2007

Dados da Secretaria apontam que, desde 2007, o Estado registrou 4.820 notificações de hantavirose, considerando moradores paulistas e casos com provável local de infecção em São Paulo. Deste total, 200 tiveram confirmação da doença, o equivalente a 4,1% das notificações.

Entre 2007 e 2026, foram confirmados 196 casos em residentes paulistas. Destes, 189 tiveram comprovação laboratorial, principalmente por exames IgM reagentes associados a sintomas clínicos e contexto epidemiológico compatível.

No mesmo período, o Estado contabilizou 164 casos confirmados com local provável de infecção identificado. A taxa de letalidade acumulada chegou a 53%, indicador que reforça a necessidade de notificação imediata e investigação rápida.

Regiões com maior histórico de casos

A análise epidemiológica mostra registros distribuídos em diferentes regiões do Estado ao longo dos últimos anos. Os Grupos de Vigilância Epidemiológica com maior concentração histórica de casos incluem Ribeirão Preto, Presidente Venceslau, Araraquara e Marília.

Segundo a Secretaria, as variantes historicamente associadas aos casos paulistas são Juquitiba e Araraquara. Até o momento, não há registros de transmissão entre pessoas no Estado.

Medidas de prevenção contra hantavirose

A principal recomendação das autoridades de saúde é evitar contato com roedores silvestres e seus excrementos. A orientação inclui manter ambientes limpos, evitar acúmulo de lixo e alimentos, vedar frestas e impedir o acesso de animais a residências, depósitos e galpões.

Na limpeza de locais fechados ou com sinais de infestação, a recomendação é evitar varrer a seco para não levantar poeira contaminada. A orientação é priorizar limpeza úmida e manter os ambientes ventilados antes da higienização.

Sintomas exigem atenção médica imediata

Pessoas que tiveram contato recente com áreas com presença de roedores e apresentarem sintomas como febre, dores no corpo, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, tosse ou falta de ar devem procurar atendimento médico rapidamente.

A Secretaria reforça que informar a possível exposição aos profissionais de saúde contribui para o diagnóstico precoce e para o início imediato da investigação epidemiológica.

  • Publicado: 13/05/2026 11:36
  • Alterado: 13/05/2026 11:36
  • Autor: Suzana Rezende
  • Fonte: Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo