Secovi-SP aponta venda de 10.813 imóveis em São Paulo
Pesquisa do Secovi-SP revela que mercado imobiliário da capital movimentou R$ 4,7 bilhões em agosto, impulsionado pelo Minha Casa Minha Vida
- Publicado: 20/10/2026 11:29
- Alterado: 20/10/2026 11:29
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
A Pesquisa do Mercado Imobiliário (PMI), divulgada pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, revelou a comercialização de 10.813 imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo durante o mês de agosto de 2026. Com esse desempenho, o volume total acumulado na capital atingiu 121,1 mil unidades vendidas nos últimos 12 meses (período entre setembro de 2025 e agosto de 2026).
Movimentação financeira, estoque e ritmo de vendas
O Valor Global de Vendas (VGV) somou R$ 4,7 bilhões em agosto. No acumulado de 12 meses, o volume financeiro movimentado na capital chegou a R$ 60,2 bilhões, com todos os montantes corrigidos pelo Índice Nacional de Custo de Construção (INCC-DI), da Fundação Getulio Vargas (FGV).
O indicador de Vendas Sobre Oferta (VSO), que mede a proporção de imóveis comercializados em relação ao total disponível, ficou em 9,9% no oitavo mês do ano. Já na análise acumulada de 12 meses, a taxa de absorção de mercado alcançou 55,1%.

No que diz respeito aos novos empreendimentos, a capital paulista registrou o lançamento de 17.797 unidades residenciais novas no mês de agosto, elevando o acumulado de 12 meses para 154,8 mil lançamentos.
A cidade encerrou o período monitorado com um estoque final de 98 mil unidades disponíveis para venda, somando imóveis na planta, em construção e prontos lançados nos últimos 36 meses. O Valor Global da Oferta (VGO) encerrou o mês cotado em R$ 70,6 bilhões.
Imóveis econômicos e perfil de metragem dominante
Os dados do Secovi-SP demonstram o impacto das novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) no comportamento da oferta e das vendas. As faixas do programa federal contemplam imóveis de até R$ 275 mil (Faixas 1 e 2) e até R$ 400 mil (Faixa 3).
Em agosto, 77% das unidades lançadas (13.649 imóveis) e 71% das comercializadas (7.707 imóveis) pertenciam às faixas econômicas do MCMV. O estoque desse segmento totalizou 59.072 unidades disponíveis, registrando VSO de 11,5%. Já os demais segmentos do mercado imobiliário responderam por 4.148 lançamentos, 3.106 vendas e estoque de 38.946 imóveis, com VSO de 7,4%.
Na segmentação por tamanho, as unidades com dois dormitórios lideraram o mercado em todos os aspectos, representando 68% dos lançamentos (12.176 unidades) e 68% das vendas do mês (7.365 unidades).

Em termos de área útil, as plantas entre 30 m² e 45 m² concentraram 66% dos lançamentos (11.800 unidades) e 64% das vendas (6.904 unidades). Na faixa de preço, os imóveis cotados entre R$ 275 mil e R$ 400 mil foram os mais procurados, somando 54% dos lançamentos e 52% das vendas do oitavo mês do ano.
Por outro lado, o alto padrão manteve forte peso no volume financeiro total. Imóveis com metragem superior a 180 m² registraram a maior fatia do VGO, acumulando 30% da oferta em valor (R$ 21,4 bilhões). Já os imóveis com valores acima de R$ 5 milhões responderam por 28% do VGO total (R$ 19,5 bilhões).
Desempenho por regiões da capital
A distribuição geográfica apontou a Zona Sul de São Paulo na liderança dos principais indicadores mensais. A região respondeu por 36% dos lançamentos (6.425 unidades), 33% das vendas (3.603 unidades), 34% da oferta final (33.486 unidades) e 34% do VGV do mês (R$ 1,6 bilhão).
A Zona Oeste destacou-se com o maior Valor Global da Oferta (VGO), movimentando 40% do total da cidade (R$ 28,1 bilhões). Por fim, a Zona Norte registrou a maior taxa de velocidade de vendas da capital, com VSO de 15,0% em agosto.