São Paulo sofre com os impactos de forte tempestade

Rajadas de vento derrubaram árvores, destelharam imóveis e causaram alagamentos e falta de energia na capital paulista

Crédito: Rovena Rosa - Agência Brasil

Na segunda-feira (22), uma tempestade severa atingiu a cidade de São Paulo, provocando ventos fortes e chuvas que resultaram em queda de árvores, destelhamento de imóveis, alagamentos e falhas no funcionamento de semáforos. Essa combinação de fatores causou um verdadeiro caos no tráfego e nos serviços públicos da metrópole.

Vendaval e chuvas causam estragos e paralisam São Paulo

De acordo com os dados divulgados pela prefeitura, os danos foram significativos: 139 árvores foram derrubadas; ocorreram sete atendimentos relacionados a desabamentos sem vítimas; 55 semáforos ficaram fora de operação devido à falta de energia; e 18 pontos enfrentaram alagamentos. Além disso, mais de 500 mil residências na Grande São Paulo ficaram sem eletricidade, com cerca de 227 mil delas ainda às escuras na manhã da terça-feira (23).

A Enel Distribuição São Paulo informa que, até as 6h de hoje (23.09), restabeleceu o fornecimento de energia para 68% dos clientes que estavam com o serviço afetado às 15 horas de ontem (22), após as fortes chuvas com rajadas de vento que atingiram a concessão. A regiões Norte e Oeste foram as mais impactadas. Durante todo o dia de ontem, a companhia mobilizou mais de 1.000 equipes para restabelecer a energia elétrica nas áreas mais afetadas.

Técnicos da distribuidora atuaram, inclusive durante a madrugada, e normalizaram o serviço para a maioria dos clientes. No momento, equipes trabalham para restabelecer o serviço para demais clientes afetados, atendidas pela empresa na Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital. Para acompanhar em tempo real o mapa atualizado por falta de energia na área de concessão da Enel São Paulo, basta acessar o link https://www.enel.com.br/pt-saopaulo/Informativos/mapa-falta-de-luz.html.

Divulgação/Enel

O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) declarou estado de atenção às 13h45 para todas as regiões da capital, encerrando-o às 15h02, à medida que a instabilidade se afastava. O meteorologista César Soares, da Climatempo, explicou que a situação foi gerada por uma frente fria oriunda do Sul do Brasil, que passou pelo estado e agora se afastava para o mar. Ele alertou sobre a previsão de temperaturas baixas nos próximos dias.

Para esta terça-feira (23), as condições climáticas indicam céu encoberto com possibilidades de garoa, com temperaturas variando entre 14°C e 18°C.

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O balanço dos danos causados pela tempestade foi registrado pela Secretaria Municipal das Subprefeituras até as 19h da segunda-feira. A queda de árvores foi especialmente alarmante, com importantes avenidas como Nove de Julho, Rubem Berta e Sumaré bloqueadas temporariamente devido aos destroços. O CGE relatou que os ventos eram tão intensos que até mesmo árvores saudáveis não resistiram à força das rajadas.

A prefeitura destacou seu trabalho preventivo realizado ao longo do ano, incluindo mais de 112 mil podas e a remoção preventiva de 9,4 mil árvores até setembro.

Os ventos chegaram a atingir quase 100 km/h em diversas áreas da cidade durante o evento climático. Registros apontaram ventos máximos de 98,2 km/h no Aeroporto Campo de Marte e outras velocidades elevadas em diferentes localidades. A Defesa Civil se mobilizou para atender as ocorrências provocadas pelas rajadas fortes que derrubaram sinalizações e galhos.

A média total de precipitação na cidade foi registrada em 33,4 mm até as 18h da segunda-feira. No entanto, o maior volume foi observado em regiões metropolitanas como Franco da Rocha, onde ultrapassou os 80 mm. O meteorologista César Soares ressaltou que o volume pluviométrico não era alarmante em São Paulo, mas as rajadas de vento foram o ponto crítico da tempestade.

Além dos problemas estruturais e nas redes elétricas, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) reportou também sérios problemas no funcionamento dos semáforos devido à falta de energia. Um total de 55 deles ficaram apagados e outros apresentaram falhas significativas.

A segunda-feira também marcou a primeira grande tempestade da primavera em São Paulo, com registros alarmantes como destelhamentos e quedas inesperadas em locais movimentados como o Aeroporto de Congonhas e a Estação Brás da CPTM.

Reprodução – Telhado estação Brás

A Defesa Civil fez uso do sistema automático para alertar os cidadãos sobre os riscos iminentes durante o temporal, emitindo mensagens diretas sobre a severidade das condições climáticas e recomendando medidas preventivas.

Reprodução/Defesa Civil
  • Publicado: 23/09/2025 08:00
  • Alterado: 23/09/2025 08:00
  • Autor: 23/09/2025
  • Fonte: ABCdoABC