São Paulo bate recorde de ocupação, com 24,7 milhões de trabalhadores
São Paulo registrou o maior nível de emprego da série histórica, puxado pela expansão de serviços e de pequenas empresas.
- Publicado: 13/10/2026 12:38
- Alterado: 13/10/2026 12:38
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
O estado de São Paulo alcançou a marca inédita de quase 25 milhões de trabalhadores atuando formal e informalmente em 2025. O volume representa o maior contingente de profissionais ativos desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012.
Os dados consolidados pela Fundação Seade revelam que a força de trabalho paulista concentra atualmente 24% de todos os 103 milhões de empregados do Brasil. O levantamento abrange funcionários dos setores público e privado, estatutários, trabalhadores com e sem carteira assinada, autônomos com CNPJ e informais. A liderança de São Paulo isola o território paulista como o principal motor de contratações do país.
Serviços e comércio lideram vagas em São Paulo
O setor de serviços puxa a maior fatia da geração de renda de São Paulo. Atividades de informação, comunicação, finanças e administração registraram 4,35 milhões de postos de trabalho ocupados. O comércio e a reparação de veículos aparecem logo na sequência, mantendo o dinamismo da economia regional.
O mapeamento detalha a distribuição da mão de obra por atividade principal:
- Total de ocupados: 24,7 milhões de pessoas
- Comércio e reparação de veículos: 4,49 milhões de postos
- Informação, comunicação, finanças e administração: 4,35 milhões de vagas
- Administração pública, saúde, educação e serviços sociais: 4,10 milhões de trabalhadores
- Indústria geral: 3,81 milhões de empregos
- Transporte, armazenagem e correios: 1,66 milhão de funcionários
- Construção civil: 1,62 milhão de contratados
- Alojamento e alimentação: 1,34 milhão de vagas
- Agricultura, pecuária, produção florestal e pesca: 635 mil profissionais
A área industrial abriga quase 30% de todo o operariado de fábrica do país. As empresas de serviços prestados sediadas no estado respondem por 47,88% do volume financeiro nacional desse segmento, impulsionadas por grandes companhias de tecnologia e plataformas digitais.
Pequenas empresas concentram contratações
Os micro e pequenos negócios dominam a absorção da força produtiva. Estabelecimentos com pouquíssimos funcionários garantem a maior fatia do emprego, excluindo servidores públicos e domésticos do cálculo principal da pesquisa.
O volume de contratados por tamanho de empresa evidencia essa descentralização:
- Total em empreendimentos corporativos: 21,3 milhões de ocupados
- Locais com 1 a 5 funcionários: 8,79 milhões de pessoas (41% do total)
- Empresas com 51 ou mais colaboradores: 7,68 milhões de vagas (36% do total)
- Negócios com 11 a 50 contratados: 2,89 milhões de postos
- Microempresas de 6 a 10 pessoas: 1,95 milhão de profissionais
O contingente alocado em locais com até 50 empregados quebrou recordes históricos. Os grandes conglomerados também atingiram o pico da série, absorvendo 31% de todos os trabalhadores de grandes empresas operando no Brasil.
Queda no trabalho remoto e por aplicativos em São Paulo
O regime de teletrabalho registrou forte retração no último ano. O índice caiu para 8,1% de todos os ocupados em home office, o menor patamar estadual desde o início da pandemia de Covid-19.
Atualmente, 1,71 milhão de pessoas operam remotamente, um recuo severo frente ao pico de 2,08 milhões alcançado em 2022. O índice ainda supera levemente a média nacional de teletrabalho fixada em 7,9%, mas perde força com a exigência patronal de retorno aos escritórios.
A atuação profissional dentro de veículos automotores também despencou. O mercado absorve hoje apenas 927 mil motoristas e entregadores, representando 4,3% da força produtiva ativa. Os números consolidados confirmam transformações intensas no perfil econômico atual de São Paulo.