São Paulo mantém contrato com bet até o final de 2026
Por segurança jurídica, clube e empresa optaram por manter o vínculo em vigor, utilizando a marca alternativa enquanto a restrição continuar valendo
- Publicado: 28/10/2026 18:22
- Alterado: 28/10/2026 18:22
- Autor: Joao
- Fonte: Agência Somos FC
O São Paulo manterá o contrato com a Superbet pelo menos até o fim da temporada, mas adotará uma alternativa para cumprir as restrições à publicidade de apostas esportivas. Após reuniões entre o clube e a empresa, ficou definido que o Tricolor utilizará a marca Superscore em seu uniforme em algumas partidas.
A plataforma de estatísticas esportivas pertence ao mesmo grupo da Superbet, mas não atua como uma casa de apostas. A estratégia permite que as partes mantenham o acordo comercial enquanto acompanham os desdobramentos da medida que restringe a publicidade do setor no país.
São Paulo e Superbet aguardam definição jurídica
A decisão de preservar o contrato foi tomada diante da expectativa de que a situação possa ser resolvida nos próximos meses. Por segurança jurídica, clube e empresa optaram por manter o vínculo em vigor, utilizando a marca alternativa enquanto a restrição continuar valendo.
O São Paulo já chegou a estampar a Superscore no uniforme em algumas ocasiões. A mudança, portanto, faz parte de uma estratégia para contornar temporariamente as limitações impostas à exposição de marcas de apostas.
STF marca audiência para discutir a medida
O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para 3 de novembro uma audiência com representantes do governo, de clubes de futebol e de empresas do setor de apostas. A iniciativa ocorre após 21 equipes acionarem a Corte contra as restrições.
O ministro Luiz Fux, relator do caso, foi responsável por marcar o encontro. Até que haja uma eventual mudança no cenário jurídico, porém, a proibição permanece em vigor.
São Paulo e outros clubes apontam impacto financeiro
A restrição afeta diretamente o planejamento comercial de equipes do futebol brasileiro. Dos 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, 13 tinham patrocínios de casas de apostas, com contratos que, somados, ultrapassavam R$ 900 milhões fixos por temporada.
Diante das limitações, diversos clubes buscaram alternativas jurídicas para preservar suas receitas. Parte dos acordos foi suspensa provisoriamente, enquanto outros contratos chegaram a ser encerrados.
Medida provisória ainda será analisada pelo Congresso
A Medida Provisória nº 1.394/2026 ainda precisa passar pela análise do Congresso Nacional, com previsão de discussão em novembro. Até lá, clubes e empresas acompanham tanto a tramitação legislativa quanto os desdobramentos no STF.
O governo federal defende as restrições como forma de proteger consumidores e combater problemas associados às apostas, como endividamento, transtornos relacionados ao jogo e possíveis práticas ilícitas, incluindo lavagem de dinheiro.