São Bernardo capacita farmacêuticos sobre uso da talidomida

A medicação é usada no tratamento de doenças como hanseníase, Aids e lúpus, porém, tem grande potencial de causar malformação

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Nesta quarta-feira (25), às 9h, a Prefeitura de São Bernardo do Campo, por meio das Divisões de Vigilância Sanitária e de Assistência Farmacêutica, irá capacitar 35 farmacêuticos da rede pública de saúde sobre a dispensação da talidomida. A medicação, que só pode ser distribuída pela rede pública, tem grande eficácia no tratamento de doenças como hanseníase, Aids, eritema nodoso, mieloma múltiplo, lúpus eritematoso sistêmico e da doença enxerto contra hospedeiro, porém, oferece alto risco de causar malformação congêni ta ou ausência de membros no feto.

Entre as informações a serem repassadas aos profissionais, o destaque é a verificação da indicação e utilização de métodos contraceptivos, visando evitar que a mulher que esteja tomando talidomida fique grávida. Caso isso ocorra, a criança pode nascer com problemas como a focomelia, anomalia congênita que impede a formação normal de braços e pernas, semelhante a uma foca. Estes casos foram comuns na década de 50 devido ao uso da talidomida por um grande número de gestantes.

A Vigilância Sanitária já atualizou nove médicos da rede pública e particular que prescrevem a talidomida. É importante destacar que somente os médicos que passarem por essa capacitação e possuírem cadastro no departamento irão receber formulários/receitas para receitar o medicamento. As capacitações têm por finalidade atender resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2011, que determinou um controle mais rigoroso quanto ao uso da talidomida.

Além desse treinamento, a Vigilância Sanitária desenvolve capacitações sobre boas práticas de funcionamento para drogarias, comércio varejista de produtos para a saúde e produtos médicos e de boas práticas de fabricação para indústrias de produtos e equipamentos médico-hospitalares.

Desde 2009, o departamento promove atividades educativas junto ao setor regulado, com a proposta de dar noções de boas práticas de funcionamento, orientar sobre riscos relacionados às atividades do setor e atualizar as empresas referentes à legislação sanitária, bem como sobre a responsabilidade civil em manter a qualidade da prestação dos seus serviços.

Durante o trabalho educativo também são distribuídos roteiros de autoinspeção para que a empresa faça uma autoavaliação, assinada pelos responsáveis legal e técnico. Automaticamente, elas são cadastradas para receber informes e alertas sanitários, bem como ter acesso ao material do treinamento via correio eletrônico.

São distribuídos ainda folhetos educativos da área de alimentos, medicamentos e sobre cuidados com o formol, a fim de que os estabelecimentos veiculem o material e atuem como divulgadores de mensagens educativas de prevenção e eliminação de riscos e agravos. Após os treinamentos, a vigilância faz inspeções para verificar o cumprimento da legislação sanitária.

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  • Publicado: 24/07/2012 21:30
  • Alterado: 24/07/2012 21:30
  • Autor: Redação
  • Fonte: PMSBC