São Bernardo alcança 7º lugar nacional em eficiência de água

Com índice de perda de água em 18,25%, São Bernardo conquista a 7ª posição nacional no ranking de eficiência do Instituto Trata Brasil

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O município de São Bernardo do Campo conquistou uma posição de destaque nacional na gestão de recursos hídricos. De acordo com o estudo Perdas de Água 2026, divulgado nesta terça-feira (02) pelo Instituto Trata Brasil, a cidade ocupa o 7º lugar no ranking nacional dos 100 maiores municípios do País com os menores índices de desperdício na rede de distribuição.

O relatório, elaborado a partir de dados consolidados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), revela que São Bernardo registrou um índice de perdas de apenas 18,25%.

O número é significativamente superior à média brasileira, que amarga um desperdício de 39,53%. Com esse desempenho, a cidade do ABC Paulista já superou a meta estipulada pelo Marco Legal do Saneamento, que exige um teto de 25% de perdas até o ano de 2033.

A Ofensiva Tecnológica da Sabesp

Sabesp. São Bernardo
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O resultado positivo é fruto de um plano de investimentos liderado pela Sabesp, que injetou aproximadamente R$ 35,8 milhões no município entre os anos de 2024 e 2025 para modernizar as tubulações e combater vazamentos.

Para alcançar o patamar de excelência, a companhia de saneamento descentralizou o uso de tecnologias de ponta. A operação em São Bernardo e em outras cidades do estado conta com ferramentas inovadoras que otimizam a manutenção das redes:

  • Varredura por Satélite e IA: Uso de imagens de satélite integradas à inteligência artificial para mapear o subsolo. O sistema rastreia a assinatura espectral do cloro (presente apenas na água tratada), localizando com precisão vazamentos ocultos que não aparecem na superfície.
  • Sensores Móveis: Carros patrulha equipados com sensores inteligentes que detectam anomalias nas tubulações em tempo real.
  • Válvulas Reguladoras: Equipamentos automáticos que calibram a pressão da água nas redes de acordo com o horário, diminuindo o estresse físico dos canos e evitando rompimentos de adutoras.
  • Manobra Remota (SMR): Instalação de 300 pontos de controle a distância, permitindo fechar ou desviar o fluxo de água diretamente do centro operacional ao menor sinal de pane.

Predomínio Paulista no Ranking de Eficiência

Cidades do ABC sobem em ranking nacional de qualidade de vida em 2026. São Bernardo
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A diretora-executiva de Operação e Manutenção da Sabesp, Débora Longo, destaca que a busca pela eficiência operacional é o foco central da empresa. “Estamos promovendo uma transformação estrutural que combina investimentos, inovação e inteligência operacional para garantir maior eficiência e segurança hídrica”, pontua.

O sucesso da estratégia se refletiu no próprio ranking do Instituto Trata Brasil. Das 20 cidades brasileiras acima de 100 mil habitantes com melhor desempenho na contenção de perdas, seis são operadas pela Sabesp em São Paulo:

  1. Suzano (1º lugar)
  2. Santos (2º lugar)
  3. São Bernardo do Campo (7º lugar)
  4. Taubaté (8º lugar)
  5. Franca (18º lugar)
  6. São Paulo (19º lugar)

Entenda a Diferença: Perdas Reais vs. Aparentes

Especialistas em saneamento lembram que o conceito de “perda zero” é impossível na engenharia hídrica devido à extensão das redes. O desperdício apontado nos relatórios divide-se em duas naturezas:

Perdas Reais (Físicas): É o volume de água que vaza fisicamente das tubulações, reservatórios e conexões antes de chegar às torneiras, causado por furos, rachaduras e desgaste do material.

Perdas Aparentes (Não Físicas): É a água que chega a ser consumida pela população, mas não é contabilizada financeiramente pela empresa. Isso ocorre devido a erros de medição em hidrômetros antigos ou por causa de ligações clandestinas (os populares “gatos” de água).

  • Publicado: 02/06/2026 19:41
  • Alterado: 02/06/2026 19:41
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Assessoria