Santo André suspende reforma administrativa

Medida evitará aumento com o custeio da máquina; TAC enviado ao Legislativo cortará 33 funções comissionadas

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O projeto de reforma administrativa que estava sendo elaborado pelo governo de Santo André para ser enviado ao Legislativo foi suspenso. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (5) pelo prefeito Carlos Grana com a justificativa de que o projeto aumentaria os custos da máquina administrativa, decorrentes da eventual criação de novos cargos e salários.

Ao comentar a decisão, o chefe do Executivo andreense destacou o “bom trabalho” realizado pela equipe, desempenho que, segundo o prefeito, dispensa a necessidade de onerar os cofres públicos com novas contratações. “Não teríamos recursos disponíveis no nosso orçamento para garantir a reforma e avalio que as secretarias e diretorias têm realizado um ótimo trabalho, o que significa a suspensão deste projeto que criaria mais cargos”, completou.

Além de sugerir mudanças estruturais na atual configuração de governo, tais como desmembramentos de pastas, a reforma tinha a intenção de criar novas secretarias a fim de oferecer atendimento mais adequado à população. No entanto, o prefeito encerrou o planejamento de dois dias de governo afirmando que o desafio da gestão é continuar oferecendo serviço público de qualidade. “Estamos em sintonia com a atual conjuntura nacional e o nosso desafio é colocar em prática nossos planos com menos recursos, sem deixar cair a qualidade dos serviços prestados.”

Carlos Grana lembrou ainda que está em trâmite na Câmara Municipal o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), firmado em 2006 com o Ministério Público, para a diminuição de 33 funções comissionadas da atual estrutura de cargos da Administração. A medida trará para os cofres municipais, uma economia anual de R$ 1,667 milhão.

  • Publicado: 05/07/2013 15:32
  • Alterado: 05/07/2013 15:32
  • Autor: Roberto Nascimento
  • Fonte: Secom PSA