Santo André aposta em jardineiras para reduzir alagamentos

Nova infraestrutura verde capta água dos telhados para irrigar áreas verdes e reduzir os impactos das fortes chuvas na região do ABC.

Crédito: Divulgação/MDDF

Santo André começou a instalação de jardineiras de chuva para captar a água que desce dos telhados das casas e direcioná-la a canteiros naturais. A ideia busca preparar a cidade para enfrentar tempestades extremas e reduzir o volume hídrico direcionado ao sistema convencional de drenagem.

A estrutura funciona como um filtro que armazena a precipitação temporariamente antes de irrigar plantios urbanos. Diferente dos tradicionais jardins de chuva, que tem foco apenas na infiltração no solo, o equipamento retém o fluxo para aliviar ativamente as bocas de lobo e galerias de águas pluviais.

Santo André instala projeto piloto na Vila Guarani

Divulgação/MDDF

O coletivo Movimento de Defesa dos Direitos dos Moradores de Favelas (MDDF) conduz a obra na Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental (Semasa).

A prefeitura investiu cerca R$ 1,5 milhão para iniciativas de infraestrutura verde na região do Nova Centreville após adesão ao programa Cidades Verdes Resilientes, firmado durante a COP30. Santo André acessa esses recursos por meio do edital Periferias Verdes Resilientes, gerenciado pelo Ministério das Cidades.

“As jardineiras de chuva ajudam a não sobrecarregar dispositivos tradicionais de drenagem, especialmente em áreas com menos permeabilidade e histórico de inundações”, conta o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos.

Funcionamento das estruturas filtrantes

Os trabalhadores vão construir nove jardineiras de chuva de alvenaria às margens do Córrego Cassaquera. Os equipamentos utilizam entulho, brita, manta bidim, terra e plantas para purificar a água retida logo após os temporais.

Uma canaleta fará o desvio do volume armazenado diretamente para o canteiro central localizado entre a calçada e a faixa ciclística da via, garantindo a irrigação constante das espécies vegetais do local.

“Estamos construindo uma Santo André mais preparada para os desafios impostos pelas mudanças climáticas com soluções simples e eficientes”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira.

Favelas Verdes Resilientes cresce na região

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A instalação das jardineiras marca a segunda etapa do projeto Favelas Verdes Resilientes, desenvolvido com o apoio técnico de instituições como o Instituto Rios e Ruas e a Guajava Arquitetura da Paisagem. A fase inicial teve foco na educação ambiental dos moradores.

“Após as jardineiras de chuvas, construiremos canteiros pluviais, teremos ações de arborização urbana e mais um Quintal Verde no município”, relata o coordenador da iniciativa, Felipe Palma.

O planejamento urbano integra inovação ecológica e participação popular para requalificar espaços públicos degradados. A estratégia adotada por Santo André cria um modelo prático e replicável de enfrentamento direto aos eventos climáticos extremos.

  • Publicado: 02/09/2026 16:56
  • Alterado: 02/09/2026 16:56
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: PSA