Santo André inaugura espaço dedicado às culturas indígenas
Novo espaço na Escola Municipal de Educação Ambiental promove o ensino da história originária e combate estereótipos na rede pública.
- Publicado: 22/08/2026 09:04
- Alterado: 22/08/2026 09:04
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: PSA
A Prefeitura de Santo André inaugurou nesta sexta-feira (21) o Espaço Pedagógico de Culturas Indígenas. A nova área integra a Escola Municipal de Educação Ambiental (Emea) Parque Tangará e tem o objetivo de aproximar estudantes e o público da diversidade dos povos originários do Brasil.
O projeto pedagógico busca apresentar a relação histórica das comunidades tradicionais com o território e o meio ambiente. A concepção do ambiente passou por um processo de escuta envolvendo cerca de 60 pessoas responsáveis pelo planejamento, entre educadores, pesquisadores e representantes de movimentos sociais.
Educação e memória em Santo André

O local abriga um acervo estruturado com objetos simbólicos, painéis interativos sobre oralidade e sementes diversas para manuseio. Visitantes encontram referências a alimentos tracionais da cultura e instrumentos musicais típicos.
“Valorizar as culturas indígenas é valorizar nossa história, nossa diversidade e nossa ancestralidade”, disse o prefeito Gilvan Ferreira.
A rede municipal planeja utilizar o ambiente escolar para visitas sensoriais guiadas. “Este espaço foi construído com escuta, planejamento e consulta do coletivo”, afirmou o secretário de Educação, Pedrinho Botaro.
Enfrentamento de estereótipos
A iniciativa dialoga diretamente com o Dia Internacional dos Povos Indígenas, buscando desmistificar a visão sobre as populações originárias nos contextos urbanos. O trabalho conjunto reforça o compromisso de Santo André com a pluralidade educacional.
“Este lugar vai contribuir para educar as nossas crianças para um mundo em que a natureza seja respeitada”, comemorou a liderança indígena do povo Guayaná-Muiramomi, Silvia Muiramomi.
A sala também oferece recursos digitais, como tablets e fones de ouvido, permitindo que o público escute obras de artistas indígenas contemporâneos. Um QR Code direciona os visitantes para materiais complementares e didáticos online.
O complexo funciona dentro de uma área pública que preserva 50 mil metros quadrados de vegetação nativa da Mata Atlântica. Moradores e turistas podem conhecer as novas instalações no bairro Vila Valparaíso, em Santo André.