Santo André e Diadema registram novos casos de mpox; Grande ABC soma quatro

Três casos foram confirmados em Santo André e um em Diadema, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde. Em 2025, o Grande ABC registrou 27 ocorrências da doença.

Crédito: Divulgação/GOV

A mpox registrou quatro confirmações no Grande ABC em 2026. O Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) identificou os pacientes nas cidades de Santo André e Diadema. A região contabilizou 27 notificações da doença no ano passado.

A prefeitura andreense recebeu nove notificações de suspeita do vírus desde o mês de janeiro. O departamento de vigilância epidemiológica confirmou três contágios e descartou as outras seis ocorrências. Os infectados são homens com 32, 38 e 43 anos.

O quadro clínico em Diadema envolve uma paciente do sexo feminino na faixa etária entre 50 e 54 anos. A administração municipal manteve sigilo sobre os dados detalhados da mulher diagnosticada com a mpox. O painel estadual monitora a evolução da doença no município vizinho.

Evolução da mpox frente ao pico histórico

Os números atuais mostram uma redução expressiva em relação à crise de 2022. O Estado de São Paulo enfrentou 4.283 resultados positivos e três óbitos durante o período crítico. As cidades da região metropolitana registraram 220 episódios na mesma época, sem o registro de vítimas fatais.

As autoridades de saúde identificaram o paciente zero do território em 25 de junho daquele ano, após o homem de 36 anos retornar da Europa. O Ministério da Saúde indica que a unidade federativa paulista acumula 149 confirmações da mpox atualmente. O Brasil contabiliza 356 ocorrências.

Sinais de alerta e sintomas

O período de incubação do vírus varia entre três e 21 dias após a exposição ao agente infeccioso. A manifestação clínica dura de duas a quatro semanas nos organismos humanos. Os infectologistas recomendam a busca imediata por orientação médica ao notar qualquer alteração física.

Os órgãos oficiais classificam as seguintes manifestações como indicativos do quadro viral:

  • Lesões na pele: aparecimento de bolhas ou feridas dolorosas no rosto, palmas das mãos, solas dos pés, boca ou região genital. O paciente pode apresentar múltiplas erupções ou apenas uma única marca.
  • Sintomas gripais: ocorrência de febre, calafrios recorrentes, dores musculares intensas e episódios severos de dor de cabeça.
  • Ínguas: inchaço agudo dos gânglios linfáticos, localizados predominantemente no pescoço, nas axilas ou na região da virilha.

A avaliação especializada precoce garante a recuperação adequada e bloqueia a cadeia de transmissão comunitária. Os protocolos sanitários exigem a suspensão das interações físicas e atividades presenciais até a cicatrização de todas as lesões e a cura completa da mpox.

  • Publicado: 2026-07-15T10:12:35-03:00 10:12
  • Alterado: 2026-07-15T10:12:48-03:00 10:12
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Assessoria