Rappers, Escritores e Poetas no Flipoços 2013
Entre os convidados estão Marcelino Freire, RAPadura, Toni C, Renan Inquérito, Elizandra Souza, Lívia Cruz e a Lunna Rabetti.
- Publicado: 13/02/2013 14:24
- Alterado: 13/02/2013 14:24
- Autor: Redação
- Fonte: Assessoria
Crédito:
Pelo terceiro ano consecutivo o Flipoços 2013 – Festival Literário de Poços de Caldas – abrigará o
Encontro “Arte da Periferia”, com
palestras e atividades envolvendo o hip-hop, literatura e artes visuais, no dia
30 de abril. O hip-hop reúne expressões oriundas das periferias, e seja por
meio da dança, das artes plásticas ou da literatura, atrai o público, conquista
e seduz por apresentar uma linguagem nova. Do encontro participarão escritores
e protagonistas da cultura feita nas periferias do Brasil. A entrada será
franca.
“Quando o hip-hop e a periferia encontram a literatura” é a
primeira roda de conversa, trazendo como convidados o escritor Marcelino
Freire, o rapper RAPadura, que mescla poesia, regionalismo nordestino e hip-hop
em seu trabalho, além do escritor e ativista cultural Toni C., autor do romance
O Hip-Hop Está Morto!. A mesa será mediada pelo rapper, poeta e geógrafo Renan
Inquérito.
“A poesia feminina na
literatura da periferia” é o tema da segunda mesa, com a participação de
Elizandra Souza, que lançou recentemente o livro Águas da Cabaça, além da
escritora e presidente da Frente Nacional de Mulheres do Hip-Hop (FNMH²), Lunna
Rabetti, participante do projeto Perifeminas, um livro coletivo feito por 60
mulheres ligadas ao hip-hop em todo país. A terceira convidada é a cantora e
poeta Lívia Cruz, autora do videoclipe “Não foi em vão”, inspirado em uma
poesia de Elizandra Souza para debater a violência contra as mulheres.
A mediação será da jornalista e escritora Jéssica Balbino,
que ajuda na curadoria e explica como surgiu a ideia: “A cultura hip-hop é uma
crescente no país, assim como os escritores que pesquisam, falam, poetizam e
reportam a cultura em sua totalidade, além de outros temas, também ligados ao
hip-hop como periferia, crítica social, etc.
Os escritores da nova Literatura marginal tomaram a cena e
começaram a ganhar as livrarias, as vitrines, as vendas, os saraus e os eventos
literários. O Flipoços sempre deu espaço a esta literatura, até por reconhecer
a importância dela para a cena brasileira”.
Sobre o hip-hop
O hip-hop surgiu em 1974 no bairro do Bronx, no gueto de
Nova York. O Dj Afrika Bambaataa batizou as manifestações como o MC (cantor de
rap), Dj, dança e graffiti como hip-hop a fim de promover paz, amor, diversão e
união e acabar com as brigas de gangues, que eram verdadeiras guerras na
região. Anos depois, ele sentiu a necessidade de fazer a integração com a
cultura, abrindo o tema para livros, vídeos e no saber espalhado por meio
hip-hop.
O hip-hop tem tradição em Minas e em qualquer lugar do
mundo. Embora o berço dele seja São Paulo, há muita coisa acontecendo em Minas
Gerais e hoje, por ser usado como um elemento dentro de sala de aula ou em
projetos sociais, os encontros de arte da periferia no Flipoços costumam ser
bem movimentados. Neste ano, os convidados são da capital de São Paulo, do
interior, do Ceará, da Bahia e de Pernambuco. Ou seja, é um movimento que
congrega adeptos em todo país. A literatura, principalmente, oxigenou o movimento.
Hoje há vários rappers, pesquisadores, DJs e em outras profissões frequentando
saraus, produzindo o próprio material literário, participando de coletâneas e
publicando os próprios livros.
Serviço
Encontro Arte da
Periferia
Mesa “Quando o
hip-hop e a periferia encontram a literatura”
Quando: 30 de abril às 14h
Onde: Teatro da Urca
Convidados: Marcelino Freire, RAPadura e Toni C.
Mediação: Renan Inquérito
Mesa “A poesia
feminina na literatura da periferia”
Quando: 30 de abril às 16h
Onde: Teatro da Urca
Convidados: Elizandra Souza, Lunna Rabetti e Lívia Cruz.
Mediação: Jéssica Balbino
Sobre o Flipoços
A 8ª. Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas e o
Flipoços acontecem de 27 de abril a 5 de maio no Espaço Cultural da Urca –
Praça Getúlio Vargas, Sn – centro. A visitação é gratuita e aberta ao público
de 27 de abril a 04 de maio. Ingressos gratuitos a partir de 18 de março. Informações na GSC Eventos (Ed. Manhattan, R.
Prefeito Chagas, 305 sala 308 – Centro). O patrocínio é do Ministério da
Cultura, Grupo DME e Mineração Curimbaba. Apoio cultural: Votorantim Metais,
Cerâmica Togni e Auto Omnibus Circullare Poços de Caldas Ltda.