Prefeitos e secretários debatem Política Regional de Saúde no Consórcio
Estudos do Grupo de Trabalho de Saúde apontam necessidade de aporte do governo estadual para a ampliação de consultas e exames na região
- Publicado: 19/02/2013 18:05
- Alterado: 19/02/2013 18:05
- Autor: Redação
- Fonte: PMSBC
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A política regional de saúde foi a principal pauta da 4ª
reunião extraordinária do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, realizada nesta
terça-feira (19). Convocado pelo presidente da entidade e prefeito de São
Bernardo do Campo, Luiz Marinho, o encontro reuniu prefeitos e secretários de
saúde a fim de aprofundar as discussões e definir as estratégias de articulação
e prioridades junto aos governos estadual e federal no período 2013-2016.
Na ocasião, o secretário de Saúde de São Bernardo, Arthur
Chioro, que preside o Grupo de Trabalho (GT) Saúde do Consórcio, destacou o
documento enviado pelo Consórcio ao Ministério da Saúde em 2011, com as
prioridades para a Rede Regional de Atenção à Saúde no ABC.
As demandas se desdobraram em subprojetos cadastrados e
houve ainda a discussão do Projeto QualiSUS na região, com previsão de
investimentos nas áreas de Urgência/Emergência e Atenção Básica. O QualiSUS é
um projeto de Formação e Melhoria da Qualidade de Rede de Atenção à Saúde.
“Procuramos resgatar o trabalho dos dois últimos anos.
Entre os principais está a questão do estrangulamento das consultas médicas e
exames especializados que são de responsabilidade do Governo do Estado,
particularmente aqueles que os hospitais Mário Covas e Serraria e aos
Ambulatórios Médicos de Especialidades (Ames) podem colaborar”, cita
Chioro.
De acordo com o secretário, a região conta com mais de 100
mil pessoas na fila à espera de vaga para consultas e exames especializados.
Estudos do GT Saúde apontam que são necessários cerca de R$ 20 milhões por ano
como aporte do governo estadual para os hospitais regionais ampliarem a oferta
em consultas e exames especializados e zerar o déficit.
Chioro apontou também a necessidade de reorganizar a área de
alta complexidade de cirurgias cardíacas neonatal, ortopedia de alta
complexidade e oncologia, já que atualmente o ABC está sem referência nesse
tipo de serviço.
Outro tópico diz respeito à articulação para a implantação
de um hospital regional de retaguarda para pacientes crônicos que não podem ir
para a internação domiciliar, e que necessitam de internação clínica de longa
permanência.
Durante o encontro, também foram reforçadas pautas como a
implantação de serviço de referência de neurotrauma e neurocirurgia no Hospital
Mário Covas, que já tem recursos programados na ordem de R$ 6 milhões oriundos
do Ministério da Saude, a implantação de sistema integrado de transporte
sanitário intrahospitalar, a reivindicação de uma unidade da rede de
reabilitação Lucy Montoro, que realiza atendimento de reabilitação física de
alta complexidade e fornece próteses para pessoas com deficiência, e ainda, a
descentralização das farmácias de alto custo, que hoje funcionam apenas no
Mário Covas, para outras unidades da região.
Em relação às demandas relacionadas conjuntamente ao
Ministério de Saúde e Governo do Estado, foram destacadas duas agendas
prioritárias: implantação das redes regionais de atenção à saúde psicossocial,
doenças crônicas e pessoas com deficiência e doenças degenerativas.
Plano de carreira
– Segundo Chioro, uma das maiores prioridades da área será a
questão da gestão do trabalho médico. “Temos de produzir estratégias mais
harmônicas e integradas que favoreçam e qualifiquem esse trabalho. A grande
desafio é construir um plano de fixação de carreira médica no ABC. Devemos
apresentar esse estudo dentro de 60 dias”, aponta.
Plano cicloviário
– De acordo com o presidente do Consórcio, Luiz Marinho,
dentro de 60 dias também deverá ser apresentado um estudo propondo um circuito
integrado de ciclovais, ciclofaixas de lazer e rotas seguras para ciclistas no
ABC, bem como a adoção de um sistema de locação de bicicletas, a exemplo de
Santos, São Caetano e Sorocaba. “Também estamos agendando uma reunião com
o governador Geraldo Alckmin e o secretário de saúde, Giovanni Guido Cerri,
aqui no Consórcio, para aprofundar as demandas regionais de saúde”,
reforçou Marinho.