Preços de ovos, frango e pão caem nos supermercados de SP
Levantamento da APAS e Fipe aponta deflação em ovos, aves e derivados de trigo nos supermercados paulistas com recuos no mês e no acumulado do ano
- Publicado: 30/10/2026 15:28
- Alterado: 30/10/2026 15:28
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
Alimentos essenciais da cesta básica dos consumidores paulistas, como ovos, frango, pão de forma, macarrão e farinha de trigo, registraram queda nos preços nas gôndolas dos supermercados do Estado de São Paulo.
O balanço integra o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Os números apontam deflação desses itens tanto no fechamento do mês de setembro quanto nas variações consolidadas do acumulado do ano de 2026 e na janela temporal dos últimos 12 meses.

Entre os principais destaques da pesquisa, os ovos lideraram a retração de valores ao anotarem recuo de 4,70% em setembro, acumulando queda de 4,84% no ano e baixa expressiva de 5,92% em 12 meses.
O frango manteve a trajetória de alívio no bolso das famílias com retração de 0,74% no mês, corte de 5,11% no acumulado de 2026 e declínio de 1,17% no acumulado anual.
O mesmo comportamento deflacionário estendeu-se aos itens derivados do trigo e panificação: o pão de forma apresentou baixa de 1,47% em setembro e tombo acumulado de 5,34% no ano; o macarrão teve corte de 1,48% no mês e retração de 3,81% em 12 meses; enquanto a farinha de trigo registrou deflação mensal de 0,79% e queda de 3,66% no recorte de um ano.
No recorte setorial apurado em setembro, o segmento de aves caiu 0,70%, ao passo que os produtos industrializados apresentaram redução média de 0,50% no mês e recuo acumulado de 0,40% ao longo do ano de 2026.
Dinâmica da oferta, custos e peso econômico do setor
Para o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, a movimentação responde diretamente ao equilíbrio entre cadeias produtivas e conjuntura agrícola.

“Os resultados mostram que alguns produtos presentes na rotina de consumo das famílias vêm registrando reduções consistentes de preços em diferentes períodos. Para entender esse movimento, é importante observar fatores como a oferta, os custos de produção e as condições de mercado de cada segmento, que podem influenciar os preços de maneira distinta”, analisa Queiroz.
O setor supermercadista de São Paulo é o maior do país, com mais de 31 mil estabelecimentos em operação, volume correspondente a 30,5% de todo o faturamento nacional do segmento. A entidade representa mais de 2 mil associados e uma malha de mais de 8 mil lojas.
No exercício de 2025, o faturamento das redes paulistas somou R$ 350 bilhões, avanço real de 3,7% frente ao período anterior, respondendo por 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.
O varejo alimentar em São Paulo emprega atualmente mais de 709,4 mil trabalhadores com carteira assinada, tendo criado 25,5 mil novas vagas formais em 2025. O segmento mantém ainda cerca de 35 mil postos de trabalho abertos para funções operacionais como repositores, empacotadores, operadores de caixa, profissionais de açougue e padeiros.