Preço do petróleo despenca e fecha abaixo de US$ 80
O preço do petróleo recuou para menos de US$ 80 após os EUA sinalizarem avanço em negociações para reabrir o Estreito de Hormuz
- Publicado: 04/08/2026 23:04
- Alterado: 04/08/2026 23:04
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: FolhaPress
O preço do petróleo reverteu a alta do início do dia e encerrou a sessão cotado abaixo de US$ 80 pela primeira vez desde 13 de julho. A forte queda na cotação do petróleo ocorreu após declarações de autoridades dos Estados Unidos sinalizarem a proximidade de um acordo diplomático com o Irã para a reabertura do Estreito de Hormuz.
No início da manhã, o barril do petróleo Brent mantinha viés de alta e chegou a atingir a máxima de US$ 86,34. No entanto, o cenário mudou após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, indicar progresso no diálogo entre as nações.
“Estamos em negociações com os iranianos e eu penso que há uma chance de nós alcançarmos um acordo hoje ou amanhã para reabrir o estreito e se aproximar de uma posição de normalização”, afirmou Bessent em entrevista à CNBC.
Após a declaração, o barril de petróleo Brent operou em forte baixa e fechou a sessão com recuo de 6,08%, negociado a US$ 78,68. O movimento refletiu o otimismo do mercado financeiro quanto à liberação da rota marítima por onde trafega cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmou a evolução das conversas, embora tenha adotado tom mais cauteloso.
“Houve avanços nessas negociações, mas ainda não há um acordo definitivo. Esperamos que isso aconteça em breve”, destacou Rubio.
A cotação do petróleo WTI, referência no mercado norte-americano, acompanhou a tendência global e registrou queda de 5,74%, cotado a US$ 75,73. O recuo interrompe a pressão sobre o preço do petróleo, que havia acumulado alta de 22,93% no mês anterior devido à escalada dos conflitos militares na região do Oriente Médio.
Apesar do otimismo de Washington, o porta-voz diplomático do Irã, Esmaeil Baqaei, declarou anteriormente que a mediação para a passagem segura no estreito vinha sendo tratada via Omã, sem conversas diretas com os norte-americanos no momento.