Polícia Civil de SP atua em três operações contra fraudes financeiras
Ações conjuntas desarticulam falsas centrais bancárias e esquemas de criptomoedas, resultando em prisões e apreensões milionárias.
- Publicado: 28/10/2026 12:31
- Alterado: 28/10/2026 12:31
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quarta-feira (28) uma ofensiva conjunta com forças de segurança do Rio Grande do Sul e de Goiás. O objetivo central é desarticular associações criminosas voltadas para fraudes eletrônicas e lavagem de capital.
Na operação de maior impacto, equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), localizaram o suposto líder de uma falsa central bancária. O suspeito operava na zona norte da capital paulista.
Durante as buscas da Polícia Civil na residência, os agentes descobriram uma estrutura telefônica robusta utilizada exclusivamente para aplicar as fraudes. Os policiais cumprem seis mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão na capital paulista.
Como a Polícia Civil opera contra a fraude bancária

A central telefônica clandestina apreendida servirá para mapear toda a rede de estelionatários. Esta fase das apurações atende a solicitações das autoridades gaúchas, focadas em neutralizar a atuação interestadual das quadrilhas.
“Nosso trabalho é dar suporte operacional ao cumprimento das ordens judiciais e contribuir para a coleta de elementos que ajudem a esclarecer os crimes investigados”, afirmou o delegado Tom Blumer, do Garra.
O golpe da falsa central bancária funciona mediante a personificação de funcionários de instituições financeiras. Os criminosos simulam alertas de segurança na conta para extrair dados pessoais ou forçar a vítima a realizar transferências imediatas.
Criptomoedas e lavagem de dinheiro
Uma segunda frente, conduzida por autoridades gaúchas com apoio paulista, apura um golpe que causou prejuízos de cerca de R$ 300 mil a uma única vítima. Os criminosos utilizaram manipulação para induzir remessas bancárias, convertidas rapidamente em ativos digitais.
A terceira ação, denominada Operação Cripto-Quimera, avança sob a coordenação das forças de segurança de Goiás com suporte operacional em São Paulo, no Piauí e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O alvo central é uma rede especializada em falsas oportunidades de investimento.
Este esquema de estelionato gerou um déficit de aproximadamente R$ 250 mil à vítima e movimentou grande volume em lavagem de dinheiro. Para garantir o ressarcimento e a quebra da estrutura financeira da quadrilha, a Polícia Civil garantiu o cumprimento do sequestro judicial de bens equivalentes ao montante desviado.