Polícia Civil deflagra operação contra organização criminosa em SP
Ação desmantela esquema estruturado de lavagem de dinheiro via transporte público e expõe braço político de organização criminosa em SP.
- Publicado: 17/09/2026 09:47
- Alterado: 17/09/2026 09:47
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira a Operação Vectura Corrupta para desmantelar os núcleos estratégicos de uma organização criminosa em São Paulo. Os agentes cumprem 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão na capital, na Região Metropolitana e no litoral paulista.
O grupo investigado atua com lavagem de capitais e tenta infiltrar integrantes na política institucional. Até o momento, a corporação confirmou que nove suspeitos foram presos durante as diligências.
Operação da Polícia Civil expõe rotas de lavagem
As equipes de investigação identificaram o uso sistemático de pelo menos 12 empresas de transporte coletivo de passageiros na capital e no interior paulista. Há indícios robustos de que os negócios funcionavam como fachada para ocultar o capital ilícito proveniente do tráfico de drogas.
Esta fase atualiza o escopo da força-tarefa Dercúrio, iniciada em agosto de 2024. Segundo a Polícia Civil, a maioria dos alvos exerce funções de liderança na facção e arquitetava projetos para lançar candidaturas próprias nas eleições municipais.
Comunicação restrita e advogados cooptados
O trabalho conduzido pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes revelou uma rede complexa de comunicação. A estrutura garantia o contato entre criminosos presos e soltos por meio de ramificações chamadas de “Sintonia Restrita” e “Sintonia dos Gravatas”.
“Identificamos advogados e políticos que integravam a estratégia criminosa da facção para burlar as autoridades”, detalha o relatório oficial dos investigadores. O esquema visava blindar o patrimônio e expandir a influência territorial do grupo.
As buscas ocorrem simultaneamente em cidades como Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apoia a ação, e a Polícia Civil deve divulgar o balanço final das apreensões ao término dos trabalhos.