Polícia fecha fábrica clandestina de insumos hospitalares em SP
Local produzia materiais à base de látex em condições precárias e abastecia distribuidores que revendiam os produtos para hospitais e clínicas.
- Publicado: 29/07/2026 11:02
- Alterado: 29/07/2026 11:02
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
A Polícia Civil desativou uma fábrica clandestina de insumos hospitalares nesta terça-feira (28) na zona rural de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo. Os agentes prenderam uma mulher de 64 anos em flagrante durante o cumprimento de mandados judiciais. O local produzia materiais à base de látex destinados a procedimentos médicos.
Investigação da Polícia Civil revela riscos à saúde
A estrutura operava cercada por lonas e madeiras improvisadas, abrigando diversos maquinários industriais. O ambiente carecia de higiene básica para a manipulação de itens de saúde. O chão de terra batida facilitava a contaminação química do solo e dos próprios produtos finalizados.
“O látex era preparado em galões improvisados, cobertos apenas por panos, enquanto as estufas utilizadas na secagem estavam enferrujadas”, detalhou a Polícia Civil nos registros da operação. Após o processo de secagem, os responsáveis depositavam as peças médicas em recipientes com água suja.
Rota de distribuição e crime ambiental
O esquema abastecia distribuidores comerciais do setor de saúde. Estas empresas compravam as cargas irregulares e revendiam os produtos diretamente para clínicas médicas e hospitais. O material contaminado entrava em uso durante o atendimento aos pacientes.
A Polícia Civil constatou graves danos à natureza na propriedade rural durante a vistoria do terreno. Os produtores clandestinos descartavam os resíduos da produção sem tratamento de forma direta no solo. Em casos específicos, incineravam as sobras químicas em uma área de mata próxima.
A ação recolheu 325 itens prontos para distribuição no mercado. O lote apreendido incluía manguitos, bolsas de colostomia, rabichos e balões de oxigênio. Os investigadores também confiscaram 23 moldes metálicos usados na imersão das peças de borracha.
A Delegacia de Investigações sobre o Meio Ambiente de Taboão da Serra formalizou a ocorrência. Os agentes registraram crimes contra as relações de consumo e poluição ambiental, com inquérito conduzido pela Polícia Civil para identificar os distribuidores comerciais envolvidos na fraude.