Polícia Civil desarticula plano de ataque na Avenida Paulista
Uso de tecnologia e análise de dados permite que a Polícia Civil se antecipe a ataques planejados pela internet
- Publicado: 03/02/2026 17:07
- Alterado: 03/02/2026 17:07
- Autor: Larissa Rodrigues
- Fonte: Polícia Civil
Uma operação preventiva do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Polícia Civil de São Paulo impediu, nesta segunda-feira (2), um possível ataque articulado para ocorrer na Avenida Paulista. A ação resultou na identificação de 12 suspeitos, com idades entre 15 e 30 anos, que planejavam detonar bombas caseiras e coquetéis molotov para gerar pânico e incitar a violência, sem uma pauta de reivindicação definida.
Monitoramento da Polícia Civil e infiltração digital

A investigação foi viabilizada pelo monitoramento contínuo de redes sociais e pela infiltração de agentes em grupos virtuais. Com o suporte da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), os policiais identificaram articuladores na capital, Grande São Paulo e interior. Entre os detidos, seis exerciam funções de comando no grupo.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, o trabalho de inteligência foi fundamental para a antecipação do crime. “Conseguimos impedir um ataque que visava apenas o tumulto e o caos”, afirmou em coletiva. O delegado-geral, Artur Dian, reforçou que ferramentas de detecção de palavras-chave e análise de dados foram decisivas para coibir a violência planejada no ambiente virtual.
Rede nacional de extremismo
As investigações revelaram que o grupo monitorado faz parte de uma rede nacional com mais de 7 mil participantes dedicados à discussão de atos violentos, com maior concentração em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Especificamente para a ação na Avenida Paulista, uma comunidade de quase 600 integrantes era utilizada para o compartilhamento de tutoriais em vídeo e instruções detalhadas sobre a fabricação de artefatos explosivos improvisados. Durante as diligências, simulacros de armas de fogo também foram apreendidos com um dos envolvidos.
Cobertura Responsável e Efeito Contágio
A Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) e a Polícia Civil ressaltam a importância de uma cobertura jornalística que evite a glorificação dos suspeitos. Estudos indicam que grupos extremistas buscam notoriedade; portanto, ao focar a narrativa na eficiência das autoridades e na falha do plano criminoso, rompe-se o “efeito contágio”, desestimulando novos incidentes motivados pela busca de fama ou palco midiático.