Polícia apreende quase 100 celulares em ‘casa cofre’ em Paraisópolis
Criminosos usavam alumínio para bloquear sinal de rastreio de 96 celulares e 11 notebooks
- Publicado: 03/03/2026 12:47
- Alterado: 03/03/2026 12:47
- Autor: Edvaldo Barone
- Fonte: Agência SP
Na madrugada desta terça-feira (3), uma operação de patrulhamento da Polícia Militar resultou na descoberta de uma estratégica “casa cofre” em Paraisópolis, zona sul da capital paulista. O local servia como centro de armazenamento para dezenas de aparelhos eletrônicos, possivelmente oriundos de roubos e furtos ocorridos na região.
A abordagem ocorreu após os militares notarem uma residência com a porta entreaberta. O que chamou a atenção da equipe foi a presença de diversos itens envoltos em papel alumínio, uma técnica criminosa utilizada para criar uma barreira física contra ondas eletromagnéticas, impedindo que os proprietários ou a polícia rastreiem a localização exata dos aparelhos via GPS ou redes móveis.
Arsenal e Logística Criminal em Paraisópolis

Ao adentrarem o imóvel em Paraisópolis, os policiais encontraram um verdadeiro estoque de bens sem procedência. O inventário final da apreensão inclui:
- 96 aparelhos celulares de diversos modelos;
- 11 notebooks e 8 relógios de pulso;
- 2 máquinas de cartão (frequentemente usadas para transferências ilícitas);
- 1 revólver e aproximadamente 200 munições de diversos calibres.
Nenhum suspeito foi preso no momento da incursão, o que reforça a hipótese de que o local em Paraisópolis era utilizado estritamente como entreposto logístico, sem moradores fixos para evitar flagrantes diretos.
Investigação e Devolução
O material foi encaminhado ao 89º Distrito Policial (Jardim Taboão), onde o caso foi registrado como receptação e posse ilegal de arma de fogo. Agora, o trabalho da Polícia Civil concentra-se em identificar os números de série (IMEI) dos telefones para localizar os legítimos proprietários.
Vítimas de roubos recentes na região da Zona Sul são aconselhadas a manterem seus boletins de ocorrência em mãos. A polícia utiliza esses registros para cruzar informações e devolver os bens recuperados. A investigação também buscará identificar quem são os responsáveis pelo aluguel ou manutenção da “casa cofre” para desarticular o elo financeiro dessa rede de receptação.