PF mira Cezinha de Madureira na Operação Transparência

Cezinha de Madureira: deputado federal é alvo de mandados da PF autorizados por Flávio Dino em investigação sobre venda de influência

Crédito: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (14), a terceira fase da Operação Transparência. A ofensiva mira um esquema suspeito de corrupção, lavagem de capitais e tráfico de influência voltado à manipulação ou facilitação de decisões em tribunais superiores.

Entre os alvos da ação policial está o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). A corporação cumpre quatro mandados de busca e apreensão, distribuídos em endereços situados no Distrito Federal e no Estado de São Paulo.

Todas as ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela condução do inquérito na Corte.

Venda de Influência em Tribunais

De acordo com as apurações da PF, Cezinha e os investigados cobravam cifras expressivas sob a alegação e a promessa de intervir diretamente junto a magistrados para orientar ou acelerar decisões judiciais em processos que ainda estavam em tramitação nas cortes superiores.

Cezinha de Madureira
reprodução psd

Os agentes apuram se Cezinha e intermediários utilizavam o capital político e o trânsito institucional em Brasília para negociar vantagens indevidas e mascarar a origem dos recursos financeiros obtidos.

Desdobramento sobre Emendas Parlamentares

A nova fase deflagrada nesta segunda-feira decorre diretamente de uma linha investigativa iniciada pela Polícia Federal em dezembro de 2025. Na época, os inquéritos tinham como objetivo primário apurar o desvio de recursos públicos originados de emendas parlamentares.

Durante o rastreamento das transações bancárias e o compartilhamento de provas do primeiro ciclo de apurações, os peritos e investigadores identificaram conexões financeiras atípicas e indícios de que integrantes da mesma rede também articulavam o comércio de decisões judiciais.

Os materiais apreendidos nos quatro endereços, incluindo aparelhos celulares, computadores e documentos físicos, serão submetidos à perícia técnica no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília, para aprofundar o organograma do grupo e identificar eventuais intermediadores nos tribunais.

  • Publicado: 14/09/2026 10:53
  • Alterado: 14/09/2026 10:53
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: ABC do ABC