Durante operação, Polícia Civil do RJ prende 7 e gera caos nas ruas com confrontos
População vive momentos de tensão e medo
- Publicado: 10/06/2025 09:06
- Alterado: 10/06/2025 09:06
- Autor: Redação
- Fonte: G1
Na manhã desta terça-feira (10), a Polícia Civil do Rio de Janeiro deu início a uma ampla operação no Complexo de Israel, visando cumprir cerca de 70 mandados de prisão relacionados ao tráfico de drogas, especificamente contra membros do Terceiro Comando Puro (TCP). Até o momento, sete suspeitos foram detidos.
O intenso confronto armado durante a operação resultou em ferimentos para pelo menos dois indivíduos: um motorista na Linha Vermelha e um passageiro na Avenida Brasil. Por conta dessa situação crítica, as autoridades decidiram fechar as vias afetadas a partir das 6h30, causando congestionamentos significativos na Zona Norte da cidade.

Como resultado da escalada de violência, o Centro de Operações e Resiliência (COR) elevou o nível de alerta da cidade para Estágio 2 em uma escala que vai até 5, sinalizando a probabilidade de impactos na vida cotidiana dos cidadãos. A Avenida Brasil e a Linha Vermelha foram posteriormente liberadas, mas ainda apresentavam trânsito intenso.
Um vídeo gravado por passageiros dentro de uma estação do BRT ilustra o desespero da situação: pessoas se agacham no chão, algumas rezando e outras cantando louvores enquanto disparos são ouvidos nas proximidades.
A operação é fruto de sete meses de investigações que permitiram à Polícia Civil identificar 44 traficantes que não possuíam registros anteriores. O grupo é liderado por Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”, considerado um dos criminosos mais procurados do estado. Peixão é descrito como evangélico e nomeou as comunidades sob seu controle como Complexo de Israel, banindo religiões afro-brasileiras da região.
De acordo com o secretário Felipe Curi, chefe da Polícia Civil, essa ação busca desmantelar uma organização criminosa que impõe seu domínio através de barricadas e monitoramento por drones. Informações revelaram também que o TCP estava organizando “protestos” com a queima de ônibus para dificultar as operações policiais.
As consequências da operação se estenderam para diversos setores da cidade. O sistema de transporte público foi amplamente afetado: pelo menos 50 linhas de ônibus tiveram seus itinerários alterados. A Mobi Rio informou que as operações dos BRTs foram interrompidas na calha exclusiva devido à segurança dos usuários.
No âmbito educacional, 21 escolas municipais foram impactadas pelas ações policiais. Enquanto isso, a UFRJ decidiu suspender avaliações e exigências presenciais em todos os seus campi devido à situação.
Em relação à saúde pública, quatro unidades atendendo à população na área também foram afetadas; duas delas suspenderam completamente suas atividades, enquanto as demais interromperam visitas domiciliares.
A operação policial continua em andamento, e as autoridades permanecem atentas às implicações e desdobramentos da situação. Fotos da ação mostram a presença intensificada da Polícia Civil na região e os desafios enfrentados pela população local durante este período crítico.