Número de mulheres na Engenharia da FEI cresceu 84% em 10 anos
Em 2002 eram 763 alunas matriculadas em Engenharia; número quase dobrou em uma década e saltou para 1.402 em 2012. Expectativa é de mais participação feminina na área
- Publicado: 12/03/2013 13:55
- Alterado: 12/03/2013 13:55
- Autor: Redação
- Fonte: CiadeImprensa
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Considerada durante muito tempo área tipicamente masculina,
a Engenharia cada vez mais desperta o interesse da mulher. No Centro Universitário
da FEI (Fundação Educacional Inaciana), o número de alunas na Engenharia
aumentou 84% em 10 anos. Em 2002 eram 763 mulheres, o que representava 12,8% do
total de alunos matriculados na área, enquanto que em 2012 o número saltou para
1.402, representando 21% do total de matriculados na área. “O mercado de
trabalho na área de Engenharia está bastante aquecido e isso favorece a
procura”, analisa a vice-reitora de Extensão e Atividades Comunitárias da FEI,
Rivana Basso Fabbri Marino, também professora doutora em Engenharia Química.
Rivana acredita que o número de interessadas deverá crescer
ainda mais nos próximos anos por conta da realização da Copa do Mundo e
Olimpíadas no Brasil e também a necessidade de mão de obra especializada para
atender a demanda necessária para a construção de empreendimentos de
infraestrutura, como portos, aeroportos, habitação e geração de energia. “Hoje,
o mercado de trabalho aceita melhor a mulher na Engenharia e não discrimina”,
comenta.
A vice-reitora da FEI afirma que a tendência é equilibrar o
número de mulheres e homens nas salas de aulas de Engenharia, mas para isso
acontecer alguns padrões precisam mudar. “Muitas mulheres não enxergam a
Engenharia como boa opção. É uma questão cultural. A sociedade vincula muito a imagem
da mulher com área de Humanas, por exemplo”, relata.
Na Engenharia, a FEI oferece cursos de graduação nas áreas
de Automação e Controle, Civil, Elétrica com ênfase em Eletrônica, Computadores
e Telecomunicações, Mecânica, Mecânica com ênfase em Automobilística,
Materiais, Química, Produção e Têxtil, além de pós-graduação stricto sensu
(mestrado) em Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica e doutorado em
Engenharia Elétrica.
A FEI – Por meio dos cursos e núcleos de pesquisa, a FEI, ao
longo de 71 anos de existência, já formou mais de 50 mil profissionais, entre
engenheiros, administradores de empresas e cientistas da computação. Face à
crescente demanda por mão de obra altamente capacitada, tem investido
continuamente na formação de recursos humanos empreendedores, no estímulo às
atividades de pesquisa e no aprimoramento da competência profissional,
colocando à disposição dos alunos um corpo docente de alto padrão e estrutura
de cursos embasada na articulação entre teoria e prática.
Mais de 80% dos cerca de 350 professores da FEI são mestres
e doutores, vindos das melhores universidades do Brasil e do Exterior.
Significativa parcela do corpo docente se dedica integralmente às atividades de
ensino e pesquisa, com mérito acadêmico comprovado através do apoio de agências
de fomento. O desenvolvimento de trabalhos didáticos e acadêmicos é ancorado
por estrutura de primeira linha, constituída por biblioteca informatizada com
vasta base de dados, laboratórios com alta tecnologia, centros de pesquisa e de
informática.
Com 8 mil alunos, nos campi SBC e São Paulo, a FEI avança na
pesquisa e desenvolvimento de projetos, voltados à gestão da inovação,
processos de inovação, metodologias aplicadas às organizações, automobilística,
robótica, inteligência artificial, engenharia de produção, logística, novos
materiais, nanotecnologia, biocombustível e energia.