Natália Resende detalha investimentos em saneamento no estado de SP

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Crédito: Divulgação/Governo de São Paulo

O Governo de São Paulo estabeleceu a meta de universalizar o saneamento básico em 371 municípios até o ano de 2029. Em participação no podcast SP POD, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, detalhou o plano estratégico que prevê investimentos de R$ 70 bilhões. A expectativa é que esses projetos gerem cerca de 150 mil empregos e movimentem R$ 160 bilhões na economia estadual.

Segundo Natália Resende, a política para o setor foi desenhada para sanar gargalos históricos. “Três milhões de pessoas passaram a ter tratamento de esgoto. Ou seja, três milhões de pessoas no estado de SP não tinham esse serviço. Dois milhões de pessoas não tinham sequer acesso à água”, revelou a secretária durante a entrevista.

O papel da desestatização na aceleração de metas

Um dos pontos centrais da gestão de Natália Resende é a utilização da desestatização da Sabesp como ferramenta para antecipar cronogramas. O objetivo é cumprir as metas de universalização quatro anos antes do prazo estipulado pelo Marco Legal do Saneamento.

De acordo com a secretária, a mudança no modelo de gestão permitiu enfrentar passivos críticos, como sistemas de bombeamento que operavam além da vida útil. “A privatização veio para resolver problemas existentes, muitas vezes que estavam debaixo do tapete”, afirmou. Ela citou o caso de Guarulhos, que saltou de 1% de tratamento de esgoto em 2022 para 45% atualmente, com previsão de chegar a 78% até 2029.

Tarifa Social e inclusão nas periferias

Além das obras de infraestrutura, Natália Resende destacou o alcance social das novas medidas. A Tarifa Social Paulista foi reformulada para oferecer descontos de até 78% na conta de água para famílias do CadÚnico.

O impacto direto foi a duplicação do número de beneficiários, que saltou de 3 milhões para 6 milhões de pessoas no estado. Na Baixada Santista, o volume de famílias atendidas triplicou. “Em vários locais do Brasil, as pessoas estão fechando os olhos para área rural, para favela, para palafita. E aqui é o contrário”, pontuou a secretária.

Segurança hídrica e o programa UniversalizaSP

A resiliência climática também pauta as ações da pasta comandada por Natália Resende. Na Baixada Santista, região que sofria com a falta de investimentos estruturais desde a década de 80, o governo investe R$ 7,5 bilhões em reservatórios e adutoras submersas para garantir o abastecimento no Guarujá e cidades vizinhas.

Para os municípios que não são operados pela Sabesp, o estado lançou o UniversalizaSP. O programa oferece apoio técnico para prefeituras e autarquias organizarem seus contratos de forma regionalizada. “Não adianta ficar enxugando gelo no setor de saneamento. Vamos trabalhar junto com as prefeituras e autarquias para trazer soluções que funcionam e resolvem a vida das pessoas”, concluiu Natália Resende.

  • Publicado: 28/05/2026 14:38
  • Alterado: 28/05/2026 14:38
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: Agência SP