Muralha Paulista passa a usar imagens de helicópteros e drones da PM
A Polícia Militar inicia projeto-piloto na capital com plataformas aéreas de alta precisão para identificar procurados e carros roubados.
- Publicado: 18/06/2026 09:20
- Alterado: 18/06/2026 09:21
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
A Polícia Militar do Estado de São Paulo começou a transmitir imagens de helicópteros e drones diretamente para o sistema Muralha Paulista. A integração tecnológica teve início nesta quarta-feira (17) na capital paulista durante a Operação Integra SP. O objetivo é ampliar o raio de ação das forças de segurança com análise de vídeo em tempo real.
O recurso aéreo permite localizar pessoas com mandados de prisão em aberto, desaparecidos e veículos roubados ou furtados. As câmeras fazem a leitura automática de placas e o reconhecimento facial instantâneo dos alvos monitorados. A tecnologia cobre áreas de difícil acesso e locais com grandes aglomerações.
Estrutura aérea amplia o alcance do Muralha Paulista
Um helicóptero e um drone operam como projeto-piloto nesta primeira etapa de expansão do Muralha Paulista. Os equipamentos geram imagens em alta definição a até 150 metros de distância da ocorrência. O monitoramento móvel supre os pontos cegos que as câmeras fixas de rua não conseguem alcançar.
“O helicóptero é uma ferramenta importante porque consegue chegar a diferentes pontos em poucos minutos. Com isso, amplia a capacidade de monitoramento em uma extensa área e oferece suporte operacional”, explicou o coronel Ronaldo Barreto, comandante da Aviação da PM.
As aeronaves possuem sensores infravermelhos que garantem a continuidade das operações durante a noite. As imagens seguem imediatamente para o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). No local, policiais da Secretaria da Segurança Pública cruzam os dados gerados no ar com os registros criminais.
Monitoramento focado nas principais vias da capital
O helicóptero equipado com a tecnologia do Muralha Paulista concentra os voos em corredores estratégicos e acessos a rodovias de São Paulo. As rotas incluem avenidas de grande fluxo, como a 23 de Maio, Aricanduva, Salim Farah Maluf e as vias marginais. O policiamento avalia as condições de mobilidade urbana e possíveis bloqueios no trânsito.
A estratégia rastreia a movimentação de criminosos que utilizam a infraestrutura da metrópole como rota de fuga. A rede de sistemas acessa imediatamente informações do Banco Nacional de Mandados de Prisão. A resposta tática ocorre antes que o suspeito consiga sair do radar de monitoramento.
Redução da criminalidade patrimonial
A união de bancos de dados públicos e privados transforma a dinâmica da segurança nas ruas. O cerco digital restringe rotas conhecidas de evasão e dificulta a fuga de autores de roubos e furtos. Com essa evolução operacional, o Muralha Paulista consolida uma malha de proteção capaz de antecipar crimes e acelerar prisões.