MPF vai investigar empréstimo para doadora da campanha de Dilma
A Procuradoria da República no Ceará decidiu abrir investigações para descobrir se houve irregularidades na concessão de empréstimos concedidos pelo Banco do Nordeste à Cervejaria Itaipava
- Publicado: 27/01/2015 17:47
- Alterado: 27/01/2015 17:47
- Autor: Redação ABCdoABC
- Fonte: Estadão Conteúdo
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O BNB, de acordo com reportagem da revista Época no último final de semana, teria dispensado a empresa de uma fiança que servia como garantia do empréstimo, o que, em tese, aumenta os riscos para a instituição financeira. Segundo a reportagem, os dois empréstimos, – que somam quase R$ 830 milhões – destinados a construir fábricas na Bahia e em Pernambuco, ocorreram em meio às eleições do ano passado.
Dias após ser favorecida com a decisão do Banco do Nordeste, a Cervejaria Petrópolis – dona da Itaipava – doou R$ 17,5 milhões à campanha da presidente Dilma Rousseff.
O Ministério Público Federal no Ceará vai investigar o caso nas esferas criminal e cível.
O procurador da República Edmac Trigueiro requisitou à Polícia Federal a instauração de inquérito para apurar se houve crime de gestão fraudulenta e identificar os responsáveis. Por sua vez, o procurador da República Oscar Costa Filho, membro do Núcleo de Tutela Coletiva, requisitou à presidência do BNB, também nesta segunda-feira, informações e documentos relacionados aos empréstimos.
Ao Tribunal de Contas da União (TCU), o MPF enviou ofício requisitando providências para apurar o caso. As informações e documentos requisitados por Costa Filho vão subsidiar inquérito civil público em tramitação desde 2013 no MPF para investigar a concessão de empréstimos realizados pelo banco.
Em 2014, com base nesse inquérito, o procurador ingressou com ação na Justiça Federal para buscar corrigir, diante de indícios de gestão fraudulenta, a administração da liberação de recursos.
A ação encontra-se sob segredo judicial. Nessa segunda-feira, 26, o PSDB havia anunciado que entraria com um pedido de investigação dos empréstimos no Ministério Público Federal e de realização de uma auditoria especial pelo TCU.