Mototáxi em SP: Apps deverão arcar com seguro e emplacamento
Nova lei exige que plataformas banquem custos dos condutores. Regulamentação visa segurança após longa disputa judicial na capital.
- Publicado: 22/03/2026 15:19
- Alterado: 22/03/2026 15:19
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Câmara Municipal
O Mototáxi em SP opera sob um novo marco regulatório rigoroso. A Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei 1487/2025 e transferiu a conta da segurança viária para gigantes como Uber e 99. O prefeito Ricardo Nunes precisa sancionar o texto até quarta-feira. As plataformas preparam a retomada imediata do serviço de passageiros em motocicletas.
Custos do Mototáxi em SP recaem sobre as plataformas
As empresas de tecnologia agora bancam a regularização estrutural. A nova legislação obriga os aplicativos a custear a emissão e a instalação da placa vermelha para os veículos de aluguel. O trabalhador não tira mais esse dinheiro do próprio bolso.
As operadoras também assumem novos encargos trabalhistas e de proteção social. Elas precisam fornecer seguro obrigatório aos passageiros e cobrir despesas funerárias em acidentes fatais. A lei determina ainda que o financiamento dos cursos de formação saia diretamente do caixa das corporações.
- Pagamento integral da placa vermelha pelo aplicativo.
- Seguro de vida com cobertura de auxílio funeral.
- Custeio completo dos cursos de capacitação exigidos.
Controle de velocidade e monitoramento digital
A segurança impõe restrições severas às viagens de Mototáxi em SP. A lei proíbe terminantemente qualquer política de bonificação atrelada ao tempo de entrega ou deslocamento. Aplicativos não podem premiar trajetos feitos de forma acelerada. Essa prática histórica eleva diretamente os índices de acidentes no trânsito paulistano.
O poder público exige rastreamento constante para liberar a operação. As empresas usarão tecnologia de geofencing para compartilhar a localização dos condutores em tempo real com a prefeitura. A medida facilita a fiscalização e coíbe irregularidades nas vias saturadas da metrópole.
Exigências para motociclistas e veículos
O cerco apertou para os profissionais que desejam ingressar no sistema. O piloto de mototáxi precisa ter 21 anos completos e possuir habilitação nas categorias A ou AB há pelo menos dois anos. A anotação de Exercício de Atividade Remunerada (EAR) na CNH segue inegociável.
A saúde e a conduta do motorista entram na mira da fiscalização constante da gestão municipal. Exames toxicológicos devem ocorrer rigorosamente a cada 90 dias para atestar a aptidão física e mental do profissional.
O passageiro vestirá capacete e colete reflexivo durante toda a corrida. A motocicleta exige rigor técnico elevado para rodar com autorização. O veículo de transporte precisa ter fabricação inferior a oito anos e manter o Certificado de Segurança Veicular (CSV) atualizado.
- Alças traseiras de apoio ergonômico para o garupa.
- Proteção contra queimaduras no escapamento.
- Antenas corta-pipa instaladas e vistoriadas.
O serviço encontra limites claros de operação para mitigar riscos extremos. A circulação nos corredores de ônibus continua estritamente proibida, assim como viagens sob chuva forte ou vendavais. A capital paulista testa um modelo inédito de corresponsabilidade corporativa. A nova regulamentação do Mototáxi em SP desafia o modelo de negócio das big techs e cria um precedente nacional focado em proteção.