Mostra 3M de Arte estreia ‘A Cidade das Crianças’ em SP
Cidade das Crianças: exposição gratuita estreia neste domingo (13) no Parque Villa-Lobos com seis obras inéditas feitas para brincar e balançar
- Publicado: 09/09/2026 16:40
- Alterado: 09/09/2026 16:40
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
O Parque Villa-Lobos, localizado na Zona Oeste da capital paulista, se prepara para receber uma experiência cultural desenhada para convidar as crianças a interagirem fisicamente com a arte. A partir do próximo domingo (13), o espaço abriga a 15ª edição da Mostra 3M de Arte, que neste ano traz como tema “A Cidade das Crianças”.
A exposição, que tem entrada totalmente gratuita e permanecerá em cartaz até 12 de outubro, marca uma mudança histórica no projeto. Pela primeira vez em 15 anos, o universo infantil é colocado como o eixo central da curadoria.
Mais do que apenas contemplar esculturas, o público é incentivado a transformar as obras em verdadeiros playgrounds criativos. As instalações permitem que crianças e adultos possam balançar, escorregar, pular e atravessar as estruturas, estimulando a convivência, a negociação de espaços e a imaginação coletiva.

“Nesta edição, convidamos as famílias a redescobrir o parque como território de imaginação, e as crianças, a ensinar os adultos outros jeitos de habitar a cidade”, explica Marcela Ribeiro, diretora da Elo3, empresa responsável pela idealização e produção do evento, que conta com patrocínio da 3M via Lei de Incentivo à Cultura.
A abertura oficial no domingo (13) ocorrerá das 10h às 14h e contará com a presença dos artistas que assinam os trabalhos. Nos demais dias, a mostra poderá ser visitada durante todo o horário de funcionamento do parque, das 5h30 às 19h.
As Obras e os Artistas

A curadoria, assinada por Bernardo Mosqueira e com assistência de Ana Clara Simões Lopes, selecionou seis obras inéditas criadas por artistas de diferentes partes do Brasil. Cada instalação propõe uma reflexão interativa sobre a vida urbana e a colaboração:
- Aula Suspensa (Andréa Hygino – RJ): A artista subverte o conceito disciplinar da sala de aula ao transformar carteiras escolares em balanços suspensos dispostos em círculo. A estrutura convida ao movimento e ao debate, imaginando uma nova “ágora” infantil.
- arcyria vulpicida amanita favolaschia (AVAF – SP): O coletivo propõe um desafio de convivência com três escorregadores interconectados por redes. Para brincar de forma fluida, as crianças precisarão negociar a ordem e as rotas de passagem.
- A cor do sol, do segredo e da descoberta (Castiel Vitorino Brasileiro – ES): Uma instalação formada por meios-círculos revestidos com pinturas e mosaicos de espelho. O espaço funciona como um convite para brincadeiras de esconde-esconde, onde o reflexo dos próprios visitantes passa a integrar a obra.
- Sonhar é preciso (Isabela Prado – MG): A obra revela a natureza oculta da metrópole. Manilhas de concreto são atravessadas por formas azuis, simbolizando os rios que continuam correndo canalizados e soterrados sob as ruas de São Paulo.
- Que Onda (Juca Fiis – RJ): Uma brincadeira rítmica e coletiva. A instalação consiste em uma grande corda de pular acionada em conjunto, integrada a caixas percussivas. Para funcionar, exige que as pessoas sincronizem seus movimentos e escutem o ritmo umas das outras.
- Junta (Rommulo Vieira Conceição – BA): A tradicional casa na árvore ganha contornos de um espaço deliberativo. A estrutura suspensa foi desenvolvida a partir de desenhos de crianças e abriga uma mesa redonda em seu interior, pensada para encontros e trocas de ideias.