Moraes nega pedido para Bolsonaro receber filhos no Dia dos Pais
Decisão do Supremo Tribunal Federal mantém suspensão de visitas ao ex-presidente devido à quebra das regras da prisão domiciliar.
- Publicado: 08/08/2026 16:52
- Alterado: 08/08/2026 16:52
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (8) a solicitação para que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba os filhos no domingo. A defesa buscava autorização excepcional para o encontro familiar durante a data comemorativa.
O político cumpre a pena de 27 anos e três meses de reclusão em regime domiciliar. A condenação ocorreu pelo seu papel na liderança de uma tentativa de golpe de Estado no país.
A recusa apoia-se em uma sanção anterior que bloqueou qualquer contato presencial na residência, liberando apenas a entrada de médicos e advogados. O magistrado aplicou a punição inicial após identificar o descumprimento das restrições judiciais.
Alexandre de Moraes mantém suspensão total de visitas
O estopim para o bloqueio ocorreu quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou uma carta manuscrita assinada pelo pai na internet. O parlamentar concorre à Presidência nas eleições deste ano.
Alexandre de Moraes interpretou a publicação como burla à proibição de acesso às redes sociais. A imposição original veta o uso das plataformas digitais de forma direta ou por intermédio de terceiros.
A circulação do documento caracterizou uma violação clara das condições da prisão domiciliar. O magistrado declarou o atual requerimento como prejudicado, uma vez que a suspensão geral segue ativa.
Defesa alegou necessidade de convivência familiar
Os advogados pediram a Alexandre de Moraes um aval extraordinário para a entrada de Carlos, Flávio e Jair Renan na residência durante a tarde de domingo. A petição argumentava a importância do contato paterno no feriado.
“A medida permitiria preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos”, argumentou a defesa nos autos do processo.
Mesmo com a justificativa afetiva apresentada pelos representantes legais, a ordem restritiva continua em vigor. A decisão de Alexandre de Moraes reforça a fiscalização rigorosa sobre o cumprimento da pena imposta ao ex-mandatário.